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Reticências... Por Nilson Furtado.

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Quero voltar, e agora? Quero voltar ao tempo em que nossas conversas eram infinitas, originadas pela saudade. Quero voltar ao tempo em que a vontade de falar com o outro era tamanha, que, um telefonema e uma marcação de um encontro eram suficientes para matar essa saudade. Sim, num estado putrefáticotecnológico , digo e grito que quero voltar. Cansamos de Whatsapp, de e-mail, de Skype ou de qualquer outra coisa que seja tão frágil. Quero de novo o olhar no olho, olhar a boca falando, a respiração, a ofegância do chegar. Virei a usuária sofredora, aonde toda a tecnologia me domina e eu tenho que absorver isso e acatá-la. Mas sinto um desejo agonizante de voltar e isso também é outra pecinha do quebra-cabeças da minha nadificação ( Sartre ) .  As pessoas antes escreviam com o próprio punho, dava para sentir a emoção nas letras das cartas, muitas com gotas de lágrimas borrando a tinta. A espera da chegada era cercada de expectativas, adornada com todos os aparatos de a...

Coisa mais linda, do Poetinha.

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Eu amei Eu amei, ai de mim, muito mais Do que devia amar E chorei Ao sentir que iria sofrer E me desesperar Foi então Que da minha infinita tristeza Aconteceu você Encontrei em você a razão de viver  E de amar em paz E não sofrer mais Nunca mais Porque o amor é a coisa mais triste Quando se desfaz Amor em paz, Vinicius de Moraes [CENTENÁRIO]

Hoje.

" Crianças e vinho contam a verdade." (Schottus) 

Dia da criança - que fui.

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Na fazenda do meu avô: Meu irmão em cima, o filhinho do vaqueiro (loirinho), eu no meio e embaixo, a filha do vaqueiro. Era ficar horas deitada naquele travesseiro de mãe, sentindo aquele cheiro de mãe, cantando as músicas que ela me ensinou e tinha no caderninho, todo escrito a mão. Era brincar de esconde-esconde no quarteirão inteiro, sem medo de violência, com os cabelos desgrenhados. O único medo era o de voltar para casa suada demais e ter que tomar banho, de novo! Era nas férias ir para a fazenda, correr, acordar cedo e tomar leite do peito da vaca, subir em árvore, contar os bois, ir pro rio, pescar piabinhas, ter medo das vacas paridas, sentar naquela mesa farta, andar a cavalo. Acordar as 4 da manhã, com meu avô ouvindo os maiores hits sertanejos, que depois eu passava um tempão olhando as capas dos vinis, tentando entender como aquelas pessoas foram parar ali. Era sentar nas varandas, todos juntos, espalhados pelo chão, redes, cantando cantigas de infância ou músicas d...

Hoje.

Com as perdas e experiências,  aprendi a não mais perguntar: ' POR QUE?' .  Aprendi a perguntar: 'PARA QUE?'

Sou péssima em títulos.

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