Eu sempre tive, tenho e vou ter medo de viajar de avião. E ninguém venha tentar me convencer do contrário. Não que as vezes que eu viajei surtei, entrei em pânico, mas viajo com um nó na garganta, com uma sensação de impotência, com aquele comichão na espinha que não passa nunca. Fico tentando sublimar, pensar em outras coisas, tomo centenas de DRAMIN's (desde o dia anterior), pra ver se viajo dopada mesmo e ainda assim, o desconforto me persegue. Distâncias, que pena que as distâncias são tão longínquas e ainda não inventaram máquinas superpotentes de teletransportes. Ficarei sempre com saudades de muitas pessoas, porque eu cada vez mais, sim, tenho medo de avião.
Poema declaratório.
Declaro meu voto para o 2º turno com este poema do incrível Vicente Campos. Eu voto na gota serena No filho do cramunhão No rabo preto do cão Na coceira da urtiga Num fi de rapariga Num caminhão véi Fenemê Num saci bem pererê No pentei do cururu Voto em catinga de cu Mas não voto no PT. Eu voto numa mandinga Voto em catinga de bode Em comigo ninguém pode Num ferrão de mangangá Num abraço de um guará Numa topada sem querer Numa moita de muçambê Em fumaça de caminhão Me lasco na contramão Mas não voto no PT. Voto no negão do zap Nas putas do cabaré Num espirro de rapé Num porco velho nojento Na espada do jumento Na lama do Tietê Num bêbo que quer beber Num ferro quente em brasa Voto num carai de asa Mas não voto no PT. Eu voto numa mazela Numa surra de imbira Na curva que o carro vira Na puta que o cão, pariu Na ralé desse Brasil Nos homens do PCC Até no MDB Na onda de um tissunami Eu voto em qu...
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