Postagens

Mostrando postagens de abril, 2015

...

"Não faço visitas, nem ando em sociedade alguma – nem de salas, nem de cafés. Fazê-lo seria sacrificar a minha unidade interior, entregar-me a conversas inúteis, furtar tempo senão aos meus raciocínios e aos meus projectos, pelo menos aos meus sonhos, que sempre são mais belos que a conversa alheia. Devo-me a humanidade futura. Quanto me desperdiçar desperdiço do divino patrimônio possível dos homens de amanhã; diminuo-lhes a felicidade que lhes posso dar e diminuo-me a mim-próprio, não só aos meus olhos reais, mas aos olhos possíveis de Deus. Isto pode não ser assim, mas sinto que é meu dever crê-lo." Fernando Pessoa, ‘Inéditos’.

RIP.

"A morte, muitas vezes, mente - quando se imagina que uma pessoa morreu, ela continua viva na memória, nas conversas, nas decisões.." Eduardo Galeano (1940 - 2015)

Lâmpada.

"A candeia do corpo é o olho. Sendo, pois, o teu olho simples, também todo o teu corpo será luminoso; mas, se for mau, também o teu corpo será tenebroso.."  Lucas 11:34

...

Imagem

Hoje.

Imagem

Tempos líquidos.

Imagem
O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais ativos mais respeitados da atualidade. Com 89 anos, Bauman já publicou mais de 50 livros, tem produções citadas em grandes universidades e, com ajuda de sua clareza, vendeu mais de 200 mil livros mundo afora – um marco significativo para um teórico. Em um de seus livros mais famosos, “Amor líquido”, ele trata sobre a fragilidade das relações humanas e como a sociedade está tendo dificuldades em se comunicar e manter laços afetivos. Na atualidade, com tudo acontecendo na velocidade da luz, os relacionamentos não foram feitos para durar. Um exemplo disso é a rapidez com que você se conecta a alguém via Facebook; e se desconecta mais rápido ainda. Bauman, no entanto, nos faz atentar a duas coisas: – Há uma grande diferença entre fazer uma amizade olhando nos olhos e fazer uma amizade no Facebook. – Há uma diferença maior ainda entre romper uma ligação pela internet e rompê-la frente a frente. Jean Sartre dizia que precisávamos cri

And ever.

"A porta da verdade estava aberta mas só deixava passar meia pessoa de cada vez. Assim não era possível atingir toda a verdade, porque a meia pessoa que entrava só conseguia o perfil de meia verdade. E sua segunda metade voltava igualmente com meio perfil. E os meios perfis não coincidiam. Arrebentaram a porta. Derrubaram a porta. Chegaram ao lugar luminoso  onde a verdade esplendia os seus fogos. Era dividida em duas metades diferentes uma da outra. Chegou-se a discutir qual a metade mais bela. Nenhuma das duas era perfeitamente bela. E era preciso optar. Cada um optou conforme seu capricho, sua ilusão, sua miopia." DRUMMOND