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19 de setembro de 2016

Relógio velho.

Sim, desisti de você. Talvez devesse levar em conta as suas mudanças. Das mudanças superficiais às mais profundas, reconheci as duas, já que você me interessava, não só por um sentimento natural de amizade que nutro quando quero, mas por uma certa obrigação que me imputava por nos conhecermos ha 'mais de 15 anos'. Sabe que importância dou a essa coisa de tempo, de cronologia hoje em dia? Nenhuma.

Parto do pressuposto de que a maioria das pessoas mudam. Digo maioria porque sim, existe uma minoria que se mantem estagnada, linear, ainda pubescendo e/ou adolescendo mesmo aos 30, 40 anos. Mas você não faz parte dessa minoria, disso fique certo. Você faz parte de uma maioria que muda e você também mudou. Mudou tanto que nos perdemos nessas mudanças e não adianta mais insistir nessa tecla idiota de 'tempo de amizade'.

Nos perdemos nas idéias, a intimidade e terceiros nos estragaram e, diferente do que a maioria diz, uma amizade antiga também pode acabar. Acaba mesmo, já que o entorno impõe erosões emocionais e os pedregulhos se espalham, doendo demais os dois pés. As reações ficam diferentes, as transformações emocionais, causadas por perdas, frustrações e dores são sentidas de formas diferentes e foi assim com os dois indivíduos: você e eu. Em alguns momentos até te amei muito, profundamente, independente do seu amor. Percebi que isso também estava errado.

Fui percebendo esconderijos em suas ações. Fui percebendo rejeições familiares por conta daquilo que você mesmo sempre disse ser seu maior defeito e eu hesitava em explicita-los, para preservar sempre uma amizade. Não, eu sempre aceitei ao outro como ele é, mas, de repente tudo que eu aceitava em você estava sendo jogado apenas conta mim, porque o restante do seu nicho quase todo já havia se afastado. Minhas tentativas de aceitar sua negatividade, prostração se esgotaram. Percebi que, ao longo dos anos, não houve mudança positiva em alguns dos pontos que eu, ha anos atrás, admirava sobremaneira.


Mudou para pior e isso é desolador, não há regresso. Ao invés de progresso, o que julgo natural, desejava sempre um regresso, ao sentimento limpo e naturalmente especial que tinha. Ensimesmadamente bate no peito que não se preocupa com o alheio e percebi que isso me inclui. E eu também mudei, de certa forma, já que não faz a menor diferença se você vai sofrer. Estou melhor, sabendo que sim, você pode não sofrer. Estou apenas impressionada em como eu estou melhor sem você por perto, sem você no meu espaço. 

E não digo isso como vingança ou de forma agressiva, digo isso de forma bem natural, já que minha bagagem de atenção, carinho, amor, e de outras coisas bem significantes ficaram mais cheias desde que me afastei e desisti de você. Aí, quem fica, ganha mais. O que aprendi é que jamais vou permitir que de novo alguém que me conheça profundamente mine minhas emoções, estrague minha auto estima, cerceie meus dons, queira apagar meu brilho, minta para mim, e, com desculpas de sinceridades, não acredite em mim e me entregue armas para que eu cometa suicídios emocionais. 

Desisti depois de tantos anos e ainda acredito que agora você vá sim estagnar agora. De certo que os poucos que sobrarem ao seu redor, talvez por obrigação espiritual/familiar, tenham mesmo que lidar com você, sabendo que suas virtudes já existiram ou por altruísmo. Eu vou fazer parte do passado e ainda bem que não terei mais notícias suas, simplesmente porque não me interessam mais. Friamente digo que isso me faz muito bem. Repito, os que dizem por aí que amizades de 15, 20, 30 anos não acabam, estão redondamente enganados. Podem acabar, embora também possam se modificar para bem melhor se houver a sabedoria de entender as mudanças de cada uma das partes. O que você se fechou em entender e evitar mudar para um ser por vezes execrável.

Tenho outro amigo que vai me mostrar o que preciso ser de melhor e eu a ele. Siga lá seu caminho que escolheu de sombras, paralisação e solidão que seguirei mudando, para melhor. Desisti de você, mas jamais desistirei de mim, já que o tempo é meu aliado e não meu velho amigo. Todos os dias nossa amizade se renova e é isso que quero para minha vida.

16 de setembro de 2016

Lá.


Eu sou assim hoje, mas é que eu mudei. Refiz caminhos várias vezes até mudar. E quem sabe amanhã não vou refazer de novo o mesmo caminho, agora mudada, melhor? Bater no peito e dizer que é assim mesmo e vai morrer assim? 

Precisa mudar.

14 de setembro de 2016

A Lei do Triunfo.

“Creio em mim mesmo. Creio nos que trabalham comigo. Creio no chefe. Creio nos meus amigos. Creio em minha família. Creio que Deus me emprestará tudo o que eu necessito para triunfar, contanto que eu me esforce para alcançá-lo por meios lícitos e honestos. Creio nas orações e nunca fecharei os meus olhos para dormir sem pedir antes a Divina orientação, a fim de ser paciente com os outros e tolerante com os que não acreditam como eu acredito. Creio que o triunfo é o resultado do esforço inteligente e não depende de sorte, de magia, de amigos duvidosos, de companheiros ou do meu chefe. Creio que tirarei da vida exatamente o que nela colocar, e, assim sendo, serei cauteloso quanto a tratar os outros, como quero que eles sejam comigo. Não caluniarei aqueles de quem não gosto. Não diminuirei o meu trabalho por ver que outros o fazem. Prestarei o melhor serviço de que for capaz, porque jurei a mim mesmo triunfar na vida e sei que o triunfo é sempre o resultado do esforço consciente e eficaz. Finalmente, perdoarei os que me ofendem, porque compreendo que algumas vezes ofendo os outros e necessito do seu perdão. 


Napoleon Hill - “A Lei do Triunfo”

31 de agosto de 2016

2016

'Ah! Mas que sujeito chato sou eu que não acha nada engraçado.
Macaco praia, carro, jornal, tobogã. 
Eu acho tudo isso um saco. '

Raul

24 de agosto de 2016

...

Quintana.

"Tão bom viver dia a dia...
A vida, assim, jamais cansa...
Viver tão só de momentos
Como essas nuvens do céu...
E só ganhar, toda a vida, 
Inexperiência... esperança...
E a rosa louca dos ventos
Presa à copa do chapéu.
Nunca dês um nome a um rio:
Sempre é outro rio a passar.
Nada jamais continua,
Tudo vai recomeçar!
E sem nenhuma lembrança
Das outras vezes perdidas,
Atiro a rosa do sonho
Nas tuas mãos distraídas..."

Mario Quintana

7 de agosto de 2016

Nó na garganta.


Andei o tempo todo com o nó na garganta. Sinto na pele a dor e o sofrimento de uma mãe e de um pai que representam o sentimento de inúmeros pais e mães, País afora. Ali, com o nó na garganta, vi os jovens que amam e querem amar sem preconceitos, sem discriminação. De cabelo cor-de-rosa, com seus piercings, com suas tatuagens, os que não curtem tatuagens nem piercings, mas gostam dos que gostam de tatuagens e piercings. O meu nó na garganta é também de vergonha. Vergonha de ver a contradição em que o ser humano se tornou. A cada passo que dou, sinto como se o chão se abrisse e eu me visse ali, no lugar de cada um que anda, juntos, por apenas um outro ser humano, ao qual também me coloco no lugar.

O chão se abre e eu vejo meus próprios defeitos, minha própria história de vida e me sinto envergonhada por tantas vezes julgar precipitadamente aquela menina linda de cabelo rosa, sem saber sua história, seus dissabores, suas alegrias, suas intenções. A minha auto dissecação também passa por aquela criança que fui, feliz, alegre, cercada de cuidado e amor, assim como foi a do ser humano objeto da minha manifestação ali. E se fosse eu sendo escrachada, maltratada, espancada? 

Minha auto comiseração passa pelo ponto de que eu sou todos ali. Meu filho também. Preciso respeitar mais as pessoas. Preciso parar de julgar mais as pessoas e, por isso, meu nó na garganta explode. Minha vergonha em julgar tantas vezes me coloca no lugar daquele espancador e, até chegar lá, preciso baixar minhas guardas e me perdoar por tantas vezes estar no lugar dele, mesmo não chegando às vias de fato, ferindo fisicamente e maltratando. Cada passo que dou mostra um filme. Um filme com vários personagens que eu maltratei e coloquei na UTI e, quem sabe, não cheguei a matar, mas feri.

É certo que existe o lado bom e o lado ruim de tudo que nos cerca. Coisa boa e coisa ruim. Comida boa e comida ruim. Veneno e remédio. Gente boa e gente ruim. Mas, se eu não conhecer, como vou saber? A comida ruim pro outro pode ser a delícia gastronômica dos deuses para mim. E eu preciso que respeite aquilo que eu gosto, se isso não lhe fere. Basta não comer do que eu como e respeite minha comida. 

Já fui maltratada algumas vezes e me senti sozinha. Ver aquelas pessoas ali, juntas, em prol de uma só, me emociona profundamente. Cada passo que eu dou coloca um espelho à minha frente. E choro porque são jovens amorosos, com os corações cheios de esperança, futuros, sonhos, onde o RESPEITO é a principal meta. Ouvi relatos vindos de jovens que não estão dentro dos estereótipos acentuadores de preconceito, mas mesmo assim já foram agredidos, por uma cor de pele ou por uma roupa que vestiam. O que me dá o direito de rechaçar alguém, o outro, por tais motivos? Quem sou eu na fila do pão para me colocar numa situação melhor ou pior do que o outro, ao ponto de bater, maltratar?

Repito, entendo que existem pessoas ruins, provocadoras, mas, o meu livre arbítrio, meu direito de ir e vir também me dá a liberdade de simplesmente optar em ter ou não essa pessoa caminhando comigo. Mas essa experiência tem que ser pessoal e será minha. Não posso obrigar o outro a ter a mesma postura. Ali, caminhando com várias pessoas em prol de uma só vida, tínhamos uma certeza em comum, a de que aquele menino foi injustiçado, maltratado por uma pessoa que precisa pagar por não respeita-lo e ir além do que um ser humano tem que ter em mente: nada justifica a violência, principalmente a embasada em abuso de poder. Falta  RESPEITO entre as pessoas e isso esbarra em limites.

Todos concordavam ali que o amor é a base de tudo. Me sinto sendo transformada a cada passo que dou. Cada jovem ali me deu uma sacudida, sem saber que estava fazendo isso. Preciso respeitar mais as pessoas. Preciso amar o rico, o pobre. Preciso aceitar que alguém é diferente de mim, que alguém ama diferente de mim, que as pessoas são diferentes. Isso pode parecer lugar comum, mas, infelizmente, os jovens estão sem esperança, perdidos, sozinhos, e isso me faz sentir muito, lamentar por um mundo que EU ajudei a criar, onde adultos ferem uns aos outros e a paz anda cada vez mais perdida. E me emociono em ver que ainda há esperança, por causa desses jovens ali, daquelas pessoas ali, caminhando comigo.

Aqueles jovens e aquelas pessoas ali estavam lutando e protestando por JUSTIÇA, por paz, e, muitas vieram agradecer por estarmos caminhando ali, juntos, como se eles estivessem sendo agraciados, sentindo-se acalentados, protegidos. Ao passo que, depois que entrei nessa empreitada de acompanhar esse caso, aprendi e fui muito, mas muito mais agraciada por eles do que eles por mim. 

Meus filhos, jovens como eu, mas ainda buscando muito mais certezas do que eu, precisam viver num mundo melhor e eu tinha muito pouca ideia de que estavam cercados de tanto amor. Poderiam ser eles ali no lugar do rapaz agredido e, por eu ser humana, num sentimento egoico, carregava mais ainda o tal nó na garganta.



5 de agosto de 2016

RIP


Vander Lee, você se foi daqui cedo demais..:-(

Alma Nua

Ó Pai
Não deixes que façam de mim
O que da pedra tu fizestes
E que a fria luz da razão
Não cale o azul da aura que me vestes
Dá-me leveza nas mãos
Faze de mim um nobre domador
Laçando acordes e versos
Dispersos no tempo
Pro templo do amor
Que se eu tiver que ficar nu
Hei de envolver-me em pura poesia
E dela farei minha casa, minha asa
Loucura de cada dia
Dá-me o silêncio da noite
Pra ouvir o sapo namorar a lua
Dá-me direito ao açoite
Ao ócio, ao cio
À vadiagem pela rua
Deixa-me perder a hora
Pra ter tempo de encontrar a rima

Ver o mundo de dentro pra fora
E a beleza que aflora de baixo pra cima
Ó meu Pai, dá-me o direito
De dizer coisas sem sentido
De não ter que ser perfeito
Pretérito, sujeito, artigo definido
De me apaixonar todo dia
De ser mais jovem que meu filho
E ir aprendendo com ele
A magia de nunca perder o brilho
Virar os dados do destino
De me contradizer, de não ter meta
Me reinventar, ser meu próprio Deus
Viver menino, morrer poeta

25 de julho de 2016

Sensacional.


"Se me arrependo de algo, digo aqui e bordarei: 
foi ter saído de mim para deixar alguns entrarem..". 


1 de julho de 2016

Sororidade.




Aí eu me deparo com essa notícia hoje. 

Uma das mulheres mais bonitas do Brasil, modelo famosa, hoje com uma vida bem estruturada, sendo agredida brutalmente pelo atual companheiro. Meu estômago revira, sinto ânsia de vômito, ao mesmo tempo que minhas vísceras se contraem com sentimentos de raiva, de ódio, de indignação. E com a reflexão de que, independente da mulher, que ela seja pobre, rica, linda, modelo, feia ou amarela, ela pode ser vítima de um companheiro violento e de uma relação abusiva.

E corri para escrever porque me vi ali no lugar da Luiza. Sim, e no lugar da Joana, da Tereza, da Maria. De qualquer uma, porque já passei por isso em uma situação que jamais imaginaria passar. E, pasmada, ainda sigo sabendo que o agressor está por aí a repetir suas agressões, suas manipulações destrutivas e se comportando como um bom moço, dizendo aos quatro ventos que são 'normais' brigas e agressões entre casais. 

E imagino que a Luiza, linda, viu sua auto estima desmoronar, tentou sublimar isso várias vezes, na tentativa de não se expor. Até ter suas costelas quebradas, tendo certeza de que ali sim, não podia mais se mover direito em direção ao seu bem estar. Que as marcas deixadas, indeléveis, em sua alma, agora são transferidas para seu corpo. E eu vi as marcas roxas em meu corpo me dizendo, enquanto não sumiam, que eu era culpada por estar ali daquela forma. Que eu estava permitindo isso por essa e por aquela razão, então, que eu sofresse mesmo sozinha aquilo tudo. Que eu merecia. Ainda hoje ao relatar a algumas pessoas esse fato, sinto um ar de banalização e um olhar de acusação..até de mulheres.

Até que um dia acordei. E Luiza deve ter acordado, reunido forças e ido denunciar um covarde que, óbvio, não sabe tratar seus problemas de forma equilibrada e simplesmente seguir em frente. Não, ele precisa agredir, bater, socar alguém mais frágil que ele. Me julgo uma mulher forte, mas fui imobilizada e recebi socos na barriga e jogada ao chão, para poder ser mais imobilizada ainda e ser mais agredida ainda. Isso, seguido de xingamentos e palavrões que imagino a Luiza também já deva ter ouvido. 

E hoje abomino qualquer tipo de relação abusiva. Não aceito que nenhum homem fale comigo com poucos decibéis a mais do que o bom tom de voz seja aceito. Olho logo a possibilidade de chamar a Polícia e pessoas ao redor se vejo algum comportamento abusivo, seja comigo ou com outrem. Relações abusivas podem surgir de onde você menos imagina: de irmãos, de pais, de tios, primos, amigos. Não há mais como aceitar isso e carrego comigo a revolta de não ter ido denunciar um ser desprezível que ainda me ameaçava e do qual tive que fazer de tudo para conseguir me livrar. O medo da exposição, a vergonha, do opróbrio, a autocomiseração me consumiam e até hoje ainda, de certa forma me consomem.

Nunca passa. Antes ficava imaginando como a mulher se colocava numa situação assim e porque simplesmente não reagia e não saía dela. Hoje sei o quanto é difícil e, muitas vezes, impossível sair, sem antes percorrer caminhos terríveis de vergonha e situações extremamente ameaçadoras, envolvendo filhos e etc. Volto a dizer que isso tem que acabar. Tenho ouvido relatos de relações entre jovens que os rapazes agridem as moças com xingamentos e violência física e elas aceitam como normalidade. Não, meninas, não é normal! 

Ao menor sinal de falta de respeito, procure alguém do tamanho dele e denuncie! Faça-o saber que não está sozinha, porque qualquer covarde se sente ameaçado por alguém maior. O covarde pode até usar uma arma ou algum escudo contra você, mas não poderá usar isso contra autoridades ou contra sua família e amigos de verdade. Um covarde pode até ser valente, mas em algum momento mostrará que só consegue bater em você, porque você é o alvo mais fácil que ele encontrou, por SABER TUDO SOBRE VOCÊ. Em se tratando de companheiro, saberá seu ponto frágil, tentará te desmoralizar, acabar com sua auto estima e uma auto estima de uma mulher quando destruída, muitas vezes, desmorona todo o resto.

Não tente revidar suas agressões físicas porque você não vai conseguir. O homem é mais forte fisicamente muitas vezes e um covarde triplica sua força quando sabe que está sendo ameaçado pela sua presa favorita. Seria assim com um cachorro, um gato, algo menor que ele. O covarde agressor não te respeita mais, então, não caia na armadilha das suas palavras mais brandas, nos seus momentos de total 'desespero', urrando por perdão. É mentira! Ele vai voltar sim a te agredir quando você menos esperar. Não acredite mais e se afaste dessa remota possibilidade.

Falas e movimentos machistas demais, piadas em tons degradantes, comportamentos repressores são sempre um sinal de alerta. Sim, pode parecer radical, mas me armei com um arsenal bélico mais inteligente desde então. Me afasto sim, seja qual for o grau de proximidade que esse ser tenha de mim. 

Sinto sim pela Luiza, como creio que ela jamais saberá que sinto. Sinto por todas as mulheres agredidas, estupradas, violentadas diariamente, que precisam conviver com homens desrespeitosos, infames, sem respeito pela própria mãe, talvez. Me tornei alguém que trata disso com muita seriedade porque parece que algo só passa a ser sério mesmo quando acontece com você. E Luiza vai conseguir continuar linda sim, enquanto o covarde lá, vai continuar agressor, só que com uma diferença: agora sendo um agressor violento denunciado.

Aí eu vou seguir em frente, linda, maravilhosa, mas com o sentimento de que não denunciei quando deveria, mas que isso tem que acabar. Ao menos comigo, já acabou.

9 de junho de 2016

7 years


Once I was seven years old my momma told me
Go make yourself some friends
Or you'll be lonely
Once I was seven years old
It was a big big world,
But we thought we were bigger
Pushing each other to the limits,
We were learning quicker
By eleven smoking herb
And drinking burning liquor
Never rich so we were out
To make that steady figure
Once I was eleven years old
My daddy told me
Go get yourself a wife
Or you'll be lonely
Once I was eleven years old
I always had that dream
Like my daddy before me
So I started writing songs,
I started writing stories
Something about that glory
Just always seemed to bore me
Cause only those I really love
Will ever really know me
Once I was 20 years old,
My story got told
Before the morning sun,
When life was lonely
Once I was 20 years old
I only see my goals,
I don't believe in failure
Cause I know the smallest voices,
They can make it major
I got my boys with me
At least those in favor
And if we don't meet before I leave,
I hope I'll see you later
Once I was 20 years old,
My story got told
I was writing about everything,
I saw before me
Once I was 20 years old
Soon we'll be 30 years old,
Our songs have been sold
We've traveled around the world
And we're still roaming
Soon we'll be 30 years old
I'm still learning about life
My woman brought children for me
So I can sing them all my songs
And I can tell them stories
Most of my boys are with me
Some are still out seeking glory
And some I had to leave behind
My brother I'm still sorry
Soon I'll be 60 years old,
My daddy got 61
Remember life
And then your life becomes a better one
I made a man so happy when
I wrote a letter once
I hope my children come and visit,
Once or twice a month
Soon I'll be 60 years old,
Will I think the world is cold
Or will I have a lot of children
Who can warm me
Soon I'll be 60 years old
Soon I'll be 60 years old,
Will I think the world is cold
Or will I have a lot of children
Who can hold me
Soon I'll be 60 years old
Once I was seven years old,
My momma told me
Go make yourself some friends
Or you'll be lonely
Once I was seven years old
Once I was seven years old

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Lukas Graham