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Mostrando postagens de janeiro, 2020

Mea Culpa.

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Ainda bem que tenho esse espaço aqui, onde posso escrever, sem medo de ser feliz ou infeliz. Há muito tenho sentido um enorme desconforto, por contas de constatações a respeito de novos comportamentos, talvez chamados hoje em dia de 'desconstrução', 'quebra de tabus', 'mudança de paradigmas' e assim vai. Junto com esse desconforto, vem uma certa mea culpa. Mea culpa porque pergunto se não foi a minha geração que começou a pregar essa desconstrução desenfreadamente, sem embasamento nenhum do que falava, apenas para angariar uma certa liberdade. Primeiro tenho que relatar quais desconfortos são esses. Nesse texto relatarei a primeira, em outros, outras.  O primeiro deles é o fato de que eu, só eu, ninguém mais nesse mundo é PONTUAL. Hoje eu sento para me atrasar. Desconfio que as pessoas no Brasil são mesmo muito atarefadas e a única que não trabalha, não teve filhos, casa, marido, vida, vaidade, sou eu. É, porque as desculpas para os atrasos são sempre co

Noventa e nove.

O que mais me assusta no mundo gospel hoje em dia é o fato de que QUALQUER UM ou QUALQUER UMA é chamado ou chamada de Pastor/Pastora. Cada tranqueira, que, Deus me livre de ser uma ovelha do tal rebanho. Não me refiro a uma simples observação do ser humano em si. Refiro-me a vários aspectos que antes envolviam a formação e o chamado de alguém para ser Pastor de uma Igreja. Dedicação é um desses aspectos. Reputação é outro. Empatia é outro. Abnegação, pusilanimidade, piedade, imparcialidade, estudo. É muita coisa. Essa geração está perdida nas mãos de tanta confusão.

Enseada.

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Neruda.

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Tempo.

Que droga que a gente demora tanto para aprender certas coisas. Quando aprende, morre.  Ou morrem.

Mentiras da Ditadura - I

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Pra mim a Ditadura acabou quando, lá pelos idos da década de 70, acredito que perto dos meus 10 anos, alguém me disse que Gal e Betânia não eram irmãs. Sempre achei que eram e meu pai comprava fitas cassete, sempre os discos inéditos, sempre dos três: Gal, Caê e Beta. Eu ouvia muito aquelas músicas dos três irmãos e os via na TV, achando aquela família bem bonita. O cabelo, o queixo, o sorriso, tudo era muito parecido. Briguei com quem me disse que eles não eram irmãos e até hoje duvido. A Ditadura fez coisas inacreditáveis com a gente.

Além da hermenêutica;

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Gostaria eu de ser a terceira pessoa a participar desse papo acima da média.  Desconheço ao meu redor, infelizmente, pares que seriam compatíveis.  Caio, obrigada por dizer em sábias palavras tudo que penso. Pondé, Obrigada aos dois por essa pílula renovadora de que nem tudo está perdido.