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17 de janeiro de 2007

Não ha como aceitar.

Acordo, tomo café, me arrumo, dou um beijo no meu filho, vou caminhando prá pegar minha Van pro trabalho. Eu passo sempre pela mesma rua. Cumprimento as pessoas que conheço, como se aquilo já fizesse mesmo parte da minha vida e faz mesmo. As coisas que vejo são as de sempre. Tudo comum. As casas, as pessoas. Um buraco, em plena rua de uma das maiores cidades do mundo, me engoliu, dentro daquela Van. E era aquela velha construção do túnel do Metrô que eu achava que ia facilitar minha ida ao trabalho quando ficasse pronto. Eu morri assim. Não foi por causa de um infarto, não foi por acidente numa rodovia, não foi por uma bala perdida. Eu morri porque o buraco desse metrô engoliu a Van onde eu tava. Inacreditável. O que eu devo esperar da vida e do homem, se o que é mais comum, se torna uma ameaça também?
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Ela saiu como todos os dias. Ela era advogada e jovem. Morreu em São Paulo, dentro de uma cratera que se abriu numa construção de um túnel.
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Estou estarrecida e pasma.

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