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23 de janeiro de 2009

Data historica de destruição de expectativas.

Hoje é uma data historica pra mim. Sempre fui ansiosa. Se alguem marca comigo um compromisso a noite, já acordo lembrando e me movimentando na direção daquilo que vai acontecer. Se acontece, da forma prevista, minha alegria é visivel. Se não acontece da forma prevista, me frustro. Ainda hoje me pego com elaborações mentais unilaterais, alimentando muitas expectativas, principalmente com relação a outrem. Se são frustradas, sofro e parece que um pedaço de uma ponte deixa de ser construida naquele relacionamento ou processo, ou um pedaço dessa ponte se quebra. Daí preciso esgotar todas estas elaborações, destrui-las, abafa-las, fazer alguma coisa para que a minha tristeza passe ou pelo menos mude de figura. Sei que já passei por inúmeras frustrações e aprendi a lidar com algumas das suas peculiares dores, mas sei também que nunca vão acabar tais dores., apenas ha como evitá-las e é isso que farei de hoje em diante. A frustração principal na vida da gente é, sem dúvida, com relação a pessoas. Por que alimentamos sempre tantas expectativas? Sei que não sou só eu. Estava conversando com um amigo ontem sobre as amizades, em como nos ultimos tempos as pessoas são extremamente decepcionantes, decepcionáveis, espinhosas e espinhadas. Será que é por alimentarem expectativas falsas ou o problema está em que o ser humano é extremamente carente do outro sempre, no molde formatado de tal forma que agrade, e agrade sempre? Confesso que não sei lidar com isso, muitas vezes. Matar pessoas se torna fácil prá mim, quando estas me decepcionam, já que mata-las é absurdamente mais fácil do que esboçar sorrisos dissimulados, forçar convivências em que a conivência em alguns momentos é inevitável. Explicando, se um 'amigo' é um mentiroso inveterado, e eu sei disso, vejo-o mentir compulsivamente e continuo sendo 'amiga', prá mim estarei sendo conivente e em cumplicidade com uma personalidade insana. Óbvio que existem outros sentimentos, talvez estes ajudem a tentar instigar uma mudança no individuo. Não havendo mudanças, eu mato, extirpo, aborto a tal amizade. Meu namorado foi para a casa dos pais no interior, ligou no meio da semana cheio de amor, dócil e apaixonado, dizendo que sexta-feira estaria aqui, porque estava morto de saudade, etc. Hoje, sexta, me liga dizendo em poucas palavras: "Estou ligando para dizer que não vou poder ir hoje, chego amanhã..". Eu ja havia preparado tudo pra sua chegada. Criei expectativas em cima do que ele me disse e quando ouço isso, me vem sempre um sentimento de frustração e arrependimento por ter alimentado tais expectativas e sofrer depois pela destruição destas. Fico com muito mais raiva de mim do que dele, sinceramente. Tentei argumentar com ele que meu sentimento era de decepção e tristeza, por conta de estar com saudade e depois por ter me preparado pra sua chegada com muita expetativa mesmo. Ele interpretou como se eu fosse egoista. Ele está errado, devia achar bom porque eu ainda faço questão da sua presença ao meu lado, mas, até que ponto isso vale a pena prá ele também? O fato de nos amarmos, optarmos em termos um relacionamento que nos movimente mais constantemente na direção um do outro é premissa para que ele seja 'obrigado' a vir porque eu quero? Não, não é. Da mesma forma, preciso aprender que as pessoas são mundos, são hermeticamente fechadas e só se abrem quando em troca de alguma coisa. Parei hoje de alimentar expectativas. Parei sim. Esta data é historica e afeicientemente elaborada. Será pra mim um marco inicial de novos tempos mentais. E que Deus me ajude.

Um comentário:

Anônimo disse...

isso... nunca crie expectativas em nada... sempre tenha um plano B...

sac