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27 de fevereiro de 2009

Os sutiãs não queimaram.


O episódio conhecido como Bra-Burning, ou A Queima dos Sutiãs, foi um evento de protesto com cerca de 400 ativistas do WLM (Women’s Liberation Movement) contra a realização do concurso de Miss America em 7 de setembro de 1968, em Atlantic City, no Atlantic City Convention Hall, logo após a Convenção Nacional dos Democratas.
Na verdade, a ‘queima’, propriamente dita, nunca aconteceu. Mas a atitude foi incendiária. A escolha da americana mais bonitinha era tida como uma visão arbitrária da beleza e opressiva às mulheres, por causa de sua exploração comercial. Elas colocaram no chão do espaço, sutiãs, sapatos de salto alto, cílios postiços, sprays de laquê, maquiagens, revistas, espartilhos, cintas e outros “intrumentos de tortura” (v. Duffet, Judith. WLM vs. Miss America. Voice of the Women’s Liberation Moviment. October 1968, pg 4.).
Aí alguém sugeriu que tocassem fogo, mas não aconteceu porque não houve permissão do lugar (que não era público) para isso. Também ninguém tirou seu sutiã. Essas lendas urbanas surgiram porque, ao dar ampla cobertura para o evento, a mídia o associou a outros movimentos, - como o da liberação sexual; dos jovens que queimaram seus cartões de segurança social em oposição à Guerra do Vietnã - e passou a chamá-lo de “bra-burning”, (queima de sutiãs), encorajados por ativistas como Robim Morgan (ex-estrela-mirim da rádio e TV, ativista, escritora, poeta e editora do “Sisterhood is Powerful e Ms. Magazine).
Na sequencia, a manchete do New York Post saiu com o título “BraBurners and Miss America” (Queimadoras de Sutiãs e Miss América), que logo ficou associado às mulheres sem sutiãs. Desde então, a cultura popular ligou para sempre feministas a “queima de sutiãs” ( v. Germaine Greer, jornalista e escritora australiana, que declarou nos anos 60 “que o sutiã é uma invenção ridícula”, declaração que repercutiu em muitas mulheres que questionavam o papel do sutiã como objeto anti-sexista da liberação feminina).
No ano em que eu nasci, 1968. É verdade. Hoje a mulherada é refem de silicones, botox e bundas, uma chatice, que coisa retrógrada, tanto esforço para tão pouco. Ali haviam questões importantes sendo discutidas.
Hoje, é essa falta do que fazer consigo mesmo,
corre e põe botox, corre e compra um sapato, corre e vai pro Big Brother, corre e vai aparecer na TV. Orgasmos pífios de consumo imediato. Dias estranhos os nossos. E eu, agradecida por me achar uma alienígena, que forçosamente vou a um Shopping, que aprendi a ser feliz sem precisar de futilidades, embora me digam que sou bela, e o ser 'exótica' atrai o ser masculino. Risos, exótica, não me acho, apenas coerente: Orgasmos não-teatrais, ostentação feminista consciente de que as diferenças existem e tem que ser respeitadas, cheiro bom sempre com perfumes que não precisam necessariamente serem caros e só espantam, vaidade moderada. valores sustentados e uma sábia dose de hedonismo.
Com ou sem sutiã a mulher só conseguiu o que todo homem queria: ter seu corpo e mante-lo agora sob sua mira comercial. Cara inteligente e empreendendor o dono da riquíssima PLAYBOY, viu? Eu acho tudo isso engraçado demais, porque só continua a ressaltar a supremacia masculina. Mulher é bicho burro mesmo, deve ser por isso que prefiro (e muito)...aos
homens.

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