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6 de abril de 2009

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Vivi nos anos 70 minha infância, início da adolescencia nos anos 80. A década de 70 começa sem os principais expoentes do rock'n roll, Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison e Brian Jones (Rolling Stones), mortos de forma forma trágica (overdose). Soma-se a estas perdas, a dissolução dos Beatles e o fim dos grandes festivais de rock. A década de 70 foi marcada pela difusão de novas tendências musicais, ora resgatando, ora trazendo inovações, as quais procuravam mesclar tudo o que fora produzido até então. A moda reafirmava o jeans e inaugurava as calças boca-de-sino, nos Estados Unidos o fracasso da guerra no Vietnã, o caso “Watergate”, que levou à renúncia o presidente americano, e a crise da OPEP difundiram a idéia do individualismo e a alienação política, que foi extremada nos anos 80. Neste cenário, a indústria fonográfica desenvolvia novos equipamentos de estúdio, destacando-se a invenção dos sintetizadores moog, cujas variedades sonoras eram, até então, impensáveis de se criar num som mecânico.

O rock, antes relegado à marginalidade, agora, apresenta-se difundido entre o grande público, passando não mais a mero instrumento de protesto e diversão, para um produto rentável de consumo.Neste contexto, a música dos anos 70 se expande assumindo um caráter musical diversificado, A teatrialização, as produções pirotécnicas, os jogos de luzes, enfim, a produção dos shows assumia não mais o papel secundário, mas passava a ocupar lugar de destaque nas apresentações dos grupos musicais, um exemplo dessa nova concepção é dada pelo conjunto nova-iorquino Kiss, cujos músicos apresentavam-se incrivelmente maquiados e os seus shows utilizavam-se de todos os recursos disponíveis - naves espaciais, explosões, cortinas de fumaça, etc.

A década de 70 foi marcada pelo rock progressivo, pelo heavy metal incipiente, pelo reggae, pelo punk , na segunda metade da década, pela música disco e fechando a década, o movimento new wave (nova onda).

Destaca-se a criação de novos gêneros resultantes de linhas musicais antagônicas, como fez o conjunto britânico Queen que, em 1975, lança o seu primeiro álbum, que apresentava a união do hard-hock com o rock progressivo.

Nomes importantes no período : Genesis, Yes, Emerson Lake e Palmer, Jethro Tull, Kraftwerk, Led Zepelin, Pink Floyd, Black Sabath, Slade, Queen, Kiss, Backman Turner Overdrive, Sex Pistols, The Clash, Runaways, Ramones, David Bowie, Elton John, The Carpenters, Bob Marley, Bee Gees, Earth Wind & Fire, Tavares, Donna Summer, Sister Sledge, Chic, Barry White, Blondie, The Cars e Devo.Mas o gênero que é marca da década de 70, sem sombra de dúvida, foi a Disco Music, com as suas batidas ritmadas como a do coração. A percussão abundante, as vozes e arranjos vocais requintados, arranjos rítmicos de alto trumpete e de corda revelam o quanto esse estilo era calculado em detalhes desde da composição, arranjo, produção e mixagem até nos efeitos artísticos, filosóficos e psicológicos de cada obra. Diferente de muitos outros estilos musicais da história não nasceu de uma acidental produção de novos músicos ou cantores performistas de rua, mas foi uma forma artística que nasceu de um profundo entendimento da psicologia musical e do poder dos arranjos musicais elaborados por produtores, arranjadores e maestros de orquestras sinfônicas que tomaram como base a música negra que estava ganhando reconhecimento nos Estados Unidos. Em seu núcleo, o estilo pegava a sonoridade da Philadelphia e misturava tudo com vocais "Gospel" de cantoras como Loleatta Holloway ( "Disco Divas"). Podemos dizer que era pecado e salvação mixados juntos. Introduzida nas discotecas, a música ao vivo era substituída pela reprodução em albuns gravados. O álbum da trilha do filme "Saturday Night Fever”, de 1977, foi um marco em termos de vendagem ao atingir 7 milhões de cópias.

No Brasil, os anos setenta reafirmaram a identidade do rock nacional, trilhando o caminho deixado pela jovem guarda nos anos 60. O movimento tropicália exemplifica esta tendência, donde se destaca o grupo Novos Baianos (idealizado por Gilberto Gil e Caetano Veloso).

Mutantes, Secos e Molhados, o Terço, 14 Bis, Raul Seixas e os mineiros Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges, Toninho Horta e Flavio Venturini fizeram sucesso na década de 70.

Segundo depoimento de uma pessoa que viveu essa época : " As pessoas costumavam dar festas quando saia um novo album do Led Zeppelin ou do Moody Blues. Todos queriam ouvir o novo album juntos, pela primeira vez. Naqueles tempos, parecia que iamos mudar o mundo e, talvez, tenhamos mudado mesmo. Nelson Motta que era proprietário da discoteca "Frenetic Dancing Days", referindo-se ao período comenta que suas bases de pesquisa foram os amplos espaços de Midtown de Nova York como o Infinity, “cheio de néons e de luzes coloridas, com grandes bolas espelhadas que irradiavam feixes de luz sobre a multidão que enchia a enorme pista, ao som da disco music.”

ANOS 80

Dos ANOS 80 nem preciso falar muito. Com Eduardo e Mônica perto de completarem bodas de prata, vale a pena recordar o que acontecia quando eles se conheceram. Aquela festa estranha, com gente esquisita, não tinha uma trilha musical tão inovadora em termos de sonoridade, mas tornou-se uma identidade, imagem da juventude da época. Uma imagem tosca, mas real, talvez a única possível, diante das circunstâncias. Sem microcomputador, internet, telefone celular, CD e MP3, a informação era menos acessível. A televisão acabava de entrar na era dos vídeo-clip.

O Rock in Rio I, ocorrido em janeiro de 1985, ajudou a consolidar o BRock como algo rentável para as gravadoras e, por conseqüência, a disseminar o surgimento de bandas que apareciam por todas as bandas, de qualidade ou não. Mesmo não fazendo parte de suas atrações, os grupos Titãs, Legião Urbana, Ultraje a Rigor e RPM alcançaram um maior destaque após o festival, o qual ajudou, também, a alavancar a carreira de grupos que já se destacavam, como Kid Abelha, Blitz, Paralamas do Sucesso e Barão Vermelho, este último protagonista de um de seus melhores momentos, quando Cazuza cantou, abraçado à bandeira brasileira, “Pro dia nascer feliz”. Era o dia da votação que elegeria Tancredo Neves presidente da república. Eu ouvia coisas já como U2, Dire Straits, REM, Guns´s Roses, Bon Jovi (hj em dia não estão mais uma brastemp mas na época foi sucesso), Pet Shop Boys, Queen, A-ha, Legião Urbana, Engenheiros do Hawai, Plebe Rude, Camisa de Vênus. e muitos outros que estão aí, embora bandas tenham até acabado.

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