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20 de novembro de 2009

As estrelas (Olavo Bilac).

Quando a noite cair, fica à janela,
E contempla o infinito firmamento..
Vê que planície fulgurante e bela.
Vê que deslumbramento!
Olha a primeira estrela que aparece
Além, naquele ponto do horizonte ...
Brilha, trêmula e vívida...
Parece um farol sobre o píncaro do monte.
Com o crescer da treva,
Quantas estrelas vão aparecendo..
De momento em momento, uma se eleva,
E outras em torno dela vão nascendo.
Quantas agora! ... Vê! Noite fechada ...
Quem poderá contar tantas estrelas?
Toda a abóbada esta iluminada:
E o olhar se perde, e cansa-se de vê-las
Surgem novas estrelas imprevistas
Inda outras mais despontam ...
Mas, acima das últimas avistas,
Há milhões e milhões que não se contam ...
Baixa a fronte e medita:
— Como, sendo tão grande na vaidade,

Diante desta abóbada infinita

É pequenina e fraca a humanidade..

Um comentário:

Cria disse...

Linda postagem, parabéns ! Beijos e o desejo de um bom findi.