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8 de dezembro de 2009

Hoje.


Trabalhei num albergue em Salvador no ano de 2008 e estava na recepção num dia tranquilo, creio que era domingo, não lembro bem. Chegou uma provavel hospede, que já haviamos nos comunicado anteriormente por email. Ela informava no primeiro email se podia trazer o gato dela, que só viajava com o bichano. Brinquei na resposta ao email que cobraria a diária do felino também, mas que se ela tivesse acomodação adequada, claro, sem problemas, poderia trazer. Trocamos alguns emails e ela chegava ali depois, com seu bichano e um jarrinho na mão. Como eu adoro animais, mais ainda gatos, tratei de acomodá-la e ao bichinho. O jarrinho era pra mim, de presente. Um 'Cacto', que, segundo ela, era forte, resistente, uma simbologia do que ela queria que significasse a gratidão dela por eu ter sido amável e solícita. A moça tinha um aspecto diferente de todos que eu já havia visto. Contava que era abastada financeiramente mas resolveu largar tudo e sair por aí viajando. Mais de um ano se passou e eu ainda tinha aquele jarrinho, tava grandinho já o cacto, cheio de brotos, quando inventei de por na área de serviço do meu apartamento, no terceiro andar, na janela, anteontem..Caiu...Caiu...Eu vi o cacto la embaixo, no chão, e me deu uma tristeza tão profunda, mas era bem tarde da noite e pensei em pegar no outro dia. Ao acordar, corri pra ver se ainda estava la, mas havia sumido. Alguem no térreo varreu, pegou, sei la..Poxa..quebrou, passou, mudou, morreu. Tudo na vida é assim, se vai, se transforma, se perde, nada fica ali do mesmo jeito prá sempre. Poxaaaa...fiquei tão assim, assim...Perdi o contato com aquela figura, e agora mais ainda, tudo ficou só no campo das lembranças. Hoje uma pessoa soube disso e me trouxe um outro cactozinho num jarrinho. Inevitável minha felicidade, mas inevitável minha consciencia de imprevisibilidade do tempo, das coisas, dos sentimentos..de hoje..amanhã não sei..não sei..

5 comentários:

MARIPOSIANDO disse...

Adoro ler suas coisas...

sergio m. disse...

Hummm... Lá vem o urubulino de novo... Pegando o gancho da fortaleza cactiana, esse esborrachamento seguido de sumiço não é bom augúrio. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

DJAMAN BARBOSA disse...

Viuxe! E se o cacto passar a te visitar de noite, também?!

DJAMAN BARBOSA disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
DJAMAN BARBOSA disse...
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