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28 de dezembro de 2009

..o melhor.

Não sei se é uma malícia encrostada em mim, ou se é pura vivência, mas percebo intenções disfarçadas e coisas que não são nem ditas. Um olhar diferente, um gesto, uma intenção, uma palavra, um comportamento, um trejeito corporal. Estava em um minuto do meu dia num momento nem tão solitário pensando em como não reparo muito em coisas como carro, roupas e coisas materiais nas pessoas. Não reparo mesmo. Simplesmente a mim passam batidos modelos de carros, motos, roupas, penteados (a não ser que sejam realmente chamativos) mas, quando se tratam de coisas como estas citadas antes: olhares, gestos, palavras, intenções, sou extremamente observadora. Percebo se alguem é indiferente, ambicioso, interesseiro, usa sempre de artimanhas capciosas para conquistar aos outros, pensa mais no TER do que no SER, e muitas outras coisas mais. Passei, claro, a me cobrar mais a observação destas coisas que pra mim são extremamente banais como roupas, aparência, modo de vestir, sim, confesso, até porque na intenção de socialização, você tem mesmo que mudar certos ângulos de visão acerca de muitas coisas. Mas minha essência, percebo que não muda. Ainda encontro amigos antigos que vivem, trabalham tanto, sempre no afã de 'ganhar muito dinheiro', e se ensorbebecem tanto com isso, que acabam perdendo a simpatia alheia, por conta de tanta obsessão por esses aspectos da vida que a mim sempre passaram batidos. Outro dia acordei sobressaltada com sonhos e pesadelos de morte. Eu podia ver claramente meu corpo inerte, frio, gelado em cima de uma pedra e meus amigos em volta, chorando muito e lamentando a minha morte. Pude ver, como se fosse esta tela de computador, alguns se perguntando o porque de eu ter morrido tão cedo, e, via mesmo alguns comentando sobre o que eu significava em suas vidas. Meus filhos choravam muito e sofriam sobremaneira, meus amigos sofriam, mas riam tambem, por saberem que nesta vida eu primei sim pela felicidade, pelo que há de mais importante, a misteriosa e constante busca de ser feliz, independente de circunstancias favoráveis ou não. Acordei chorando tambem, muito. Um amigo em especial entrava no lugar, olhava para outro amigo e ria, olhando pra mim e dizendo que gostaria de ter me abraçado e dançado muito mais comigo do que havia feito comigo 'em vida'. Ele não comentou que podia ter 'trabalhado' mais ainda comigo ou me pedido mais dinheiro, ou não estava ali porque eu era rica, estava porque estava sentindo minha falta e me amava pelo que eu 'era'. Acordei chorando e quando lembro de detalhes do sonho, ainda fico emocionada. Posso ver cada rosto ali. Talvez os espiritualistas digam que foi uma pré-visão, se for tambem, paciencia, voces que chorem e bebam meu corpo mesmo..hehehe...Eu podia sim, estar sempre bem financeiramente, abri mão disso sim, e vou repetir isso quantas vezes for necessário, para que eu mesmo me lembre sempre que dinheiro é ótimo, mas não é o principal, que faz com que eu me mova todos os dias, acorde, abra a janela, deite e durma em paz, tenha fé, saude e tranquilidade. Carro, bens, coisas, jamais vão ser lembrados quando se lembrarem de mim, mesmo estando ainda viva. Ao contrário, aparecem tantos interessados no que voce TEM, que acabam esquecendo o que voce É. Decerto que eu deixarei aqui o legado que sempre digo: SER é muito, mas muito mais importante do que TER. A cada dia mais tenho certeza disto. Sei que tenho e terei o que quiser, basta trabalhar. Mas, e a felicidade e a sã consciência? E a paz de espírito e a coerência dos seus atos? E a alegria de ir e vir sem 'dever' nada a ninguem? E tantas e tantas coisas que são tão individuais e importantes, que nenhum livro de auto-ajuda vai poder lhe dizer, só voce a voce mesmo? Na passagem de ano, há sempre a velha reflexão do que quero mesmo, lá bem no fundo da alma (porque dou uma importância enorme à minha alma mesmo) e, como comecei o texto dizendo que percebo intenções, olhares, gestos, etc, este ano quero indentificar mais ainda o que é para mim a coisa mais bonita em se viver e lutar pela felicidade: quero indentificar mais ainda as coisas e detalhes mais interessantes, que não podem ser percebidas a olho nu. Vou tentar dar mais importancia ainda às pessoas no que elas são realmente, tentar abortar preconceitos, e, sem querer dar uma de boazinha, mas ao mesmo tempo sendo, tentar ser mais tolerante com algumas (principalmente às que dão valor a coisas ainda...tsk, tsk, tsk). Tenho fé em Deus. É, tenho fé, embora não tenha muita tolerância com humanos, como sempre digo, portanto, Deus há de acalmar minha alma e fazendo a parte d'Ele nesse meu propósito. Decerto que vou conseguir e quando estiver mesmo lá, inerte, mortinha da Silva, vão olhar pra minha cara e dizer: 'Olha lá, vamos cantar um samba de quem foi feliz..." (Cartola)

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