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25 de maio de 2010

Dois pra la e um pra ca.


Me pego com tantos sentimentos ruins, sabia? Como se ninguem tivesse tais sentimentos..mas eu? Uma santa dessa?..(risos). Hoje andava pelo Shopping, indo ao Banco, cedo, e passei por um casal antes conhecido meu dos tempos da Igreja. Eles vinham em minha direção, ela, a esposa, olhou diretamente pra mim, vinha com olhar fixo. Olhei pra ela tambem e esbocei aquele sorriso, claro, na intenção educada de cumprimenta-la. Ele, com certeza não me reconheceu, nem me viu, mas ela sim. Quando sorri, ela virou o rosto com uma certa cara de quem comeu e não gostou. Virou o rosto pra mim, depois de olhar-me fixamente. Meu sorriso na hora se transformou e pensei em mostrar a lingua a la 'Rolling Stone' pra ela, mas desisti. Me lembrei dos tempos passados, em que eles me tratavam a pão de ló, quando frequentavam minha casa porque eu era ativa e ativista na igreja, rica, abastada, mulherzinha de Presbítero, dizimista, quando ainda não tinha tatuagem, nem piercings. Lembrei-me de quem era aquela mulher, que vivia chorando e decretando 'solução' para seu casamento, que dizia ser infeliz, sem mais amor, nem tesão, nem mais nada. Ela ainda tem os olhos tristes, de antes, anda cabisbaixa. Eu consegui esboçar o sorriso porque hoje sou feliz, linda e loira, sem mais o embotamento que a maioria das doutrinas cristãs provocam em nossos olhos, embora carregue comigo uma fé inabalável e não dependa mais de pastores, nem de marido, nem de ninguem pra alimentar essa fé nem avalia-la. Minha dependencia é de Deus e quero que continue sempre assim, com humildade e perseverança, mas sabendo que Deus me conhece e me aceita como eu sou. Ela continua com a cara amarrada de mulher mal amada, onde o santo esposo vive 25 horas por dia 'dedicado ao Senhor' e esquece de dar pra ela o que ela precisa (..ops! Neste 'dar' leia-se isso que voce pensou tambem sim..), em dedicação, carinho, auto-estima e porque não dizer, amor. Me veio um sentimento tão ruim, de raiva, de desprezo por aquela gente, que voltei. Voltei, louca pra reencontra-la e talvez cuspir na cara dela, depois de ter dito mil coisas que num segundo vieram como uma tempestade de palavras, a maioria torpe. Voltei e segui andando, soltando fogo pelas ventas, pensando em onde está o perdão, o amor ao outro, incondicional, como Jesus amava? Onde? Nos olhos daquela criatura? Por que eu posso ama-la e ela não a mim? Que doença contagiosa eu tenho que um mero 'Olá, tudo bem' eu não posso receber? Quem é ela, um verme como eu que vamos nos unir a outros vermes quando cairmos pra debaixo da terra!? Voltei e não os encontrei. E achei bem legal não te-los mais encontrado..e ter esfriado o sangue. Eles foram, seguiram o caminho deles e eu fiquei pensando que os reencontrarei um dia, quem sabe no céu, porque sei que não sou tão ruim assim, a ponto de não ir pra lá. Ou quem sabe no inferno, já que sei que o esposo dela, por exemplo, é um desses mercenários evangélicos, palestrantes cheios de dinheiro, vendedores de indulgencias, lobo em pele de cordeiro, e ela, uma coitada, que não goza e por isso, claro, pode ter sua alma levada pelo demo (ainda estou sim com raivinha..Oi?). Vamos nos reencontrar, sim. Enquanto isso, na sala de justiça, eles vão seguindo prum lado..e eu pra outro, bem feliz, linda e loira...

Um comentário:

Cria disse...

Sempre bom te ler !! Beijos mil.