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23 de maio de 2010

Quem vai acabar é a raça humana.

Minha conscientização sobre sustentabilidade ambiental começou bem cedo. Tive uma educação excelente (bem, eu julgo excelente) e, mesmo não tendo tanta ênfase nesse assunto pela mídia, etc, quando eu era criança, escovar os dentes desligando a torneira para não gastar água, não jogar lixo (principalmente embalagens plásticas) em qualquer lugar, não só nas praias e cachoeiras, por exempo, já existia. Meus pais sempre foram rigorosos quanto ao desperdício, seja de que natureza fosse. Deixar comida no prato? Jamais. Sirva aos poucos, mas desperdiçar, era proibido. Minha mãe tinha uma atenção especial aos pequenos detalhes da criação dada a nós filhos e meu pai era a parte que fortalecia essa observação nesses detalhes.

Vejo sim as pessoas preocupadas com o aquecimento global, as alterações climáticas, a quase apocalíptica fase que a natureza tem revelado, mas tenho visto tambem que ainda não tem sido suficiente. E sinto muito por isso.
A água tem sido pra mim a primeira preocupação. É ser chata na hora de fazer qualquer coisa que comece a mudar os hábitos, as vezes nem tanto em prol da minha própria existencia aqui nessa terra, mas dos meus filhos, dos meus netos. Mesmo que essa mudança em minha vida signifique mesmo começar a me policiar em detalhes que dantes pra mim eram impossíveis de mudar, sim, continuarei a ter essa consciencia cada vez mais ampliada, até por querer acompanhar a louca tentativa do homem em consertar a merda que tem feito com a natureza.

Sempre gostei de ser coerente e viver uma vida em sã consciencia e esse não seria um assunto que eu não seria, então, tenho que começar de dentro pra fora. É em casa, no meu trato cotidiano, sozinha. Tenho me pegado por exemplo comprando mais desodorizantes sanitários, por conta de dar menos descargas no vaso sanitario quando estou mais tempo em casa. Falta de higiente? Não. Adaptação. Faço xixi e apenas tampo o vaso, acumulo uns 3 a 4 xixis e depois sim dou descarga, isso quando não consigo fazer xixi na hora do banho, no ralo do banheiro.


Nunca aciono a descarga à toa, pois ela gasta muita água. Uma bacia sanitária
pode chegar a gastar até 30 litros! A não ser que faça cocô, claro, aí a descarga tem que ser logo (risos)! Há pessoas que ainda ficam horrorizadas com alguns hábitos a serem modificados, mas é emergencial e precisa ser feito.

De acordo com a Organização das Nações Unidas, cada pessoa necessita de 3,3 m³/pessoa/mês (cerca de 110 litros de água por dia para atender as necessidades de consumo e higiene). No entanto, no Brasil, o consumo por pessoa pode chegar a mais de 200 litros/dia. Costumo lavar pratos apenas uma vez por dia, geralmente a noite. Ensabôo todos os pratos, antes já limpos, de preferencia com um guardanapo (coisas da minha mãe), jogando os restos de comida no lixinho, pra facilitar e depois de todos os pratos, copos e talheres ensaboados, é que enxáguo.

Lavar banheiros só no dia que lavo roupas (é, eu lavo roupas e banheiros..hehehe..), já que utilizo a agua do amaciante pra tudo isso. Fico boba como dá e sobra. Quando quero lavar tapetes tambem uso essa agua. Rios que antes conheci caudalosos hoje tem filetes. Lugares que antes eu sabia paradisíacos hoje tem que ser artificialmente arrumados, para conservar a beleza. A natureza tem se rebelado, isso já é clichê. Qual a minha parcela nessa luta pra que ao menos meus filhos tenham uma vida melhor nesse planeta louco? E não estamos falando do futuro, mas sim do presente.

Acho tão simples ter consciencia e desenvolver essa educação ambiental em vários níveis que não preciso nem mais de pai nem mãe pra me dizerem, claro, o que fazer ou não. Há muita coisa pra me preocupar, é cuidar dessa casa grandona que é o planeta, a natureza, é se preocupar sim, já que a maioria não tem educação ambiental nem educação nenhuma mesmo. Sou egoísta, talvez até egocentrica e quero uma vida melhor pra mim e ao menos pros meus filhos. Talvez a água nem acabe, que eu nem veja nada disso, mas minha parte tô fazendo, por amor a mim mesma, tentando ao menos não destruir o que me resta de vida e, claro, de natureza.


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