Siga-me.

7 de maio de 2010

Alheio à vida alheia.

"..Quem não finge
Quem não mente
Quem mais goza e pena
É que serve de farol...
" (Caetano Veloso, na letra "Luz de Tieta")

Me diga uma coisa: O que voce tem a ver com minha vida? E vou dizer tambem: o que eu tenho a ver com a SUA vida? O ser humano é engraçado mesmo. Ele luta por uma individualidade, mas..já cuida da vida alheia, né? Correm pra ver um acidente, moram em gaiolas, empoleirados. Não, nós não cuidamos de nossas próprias vidas, cuidamos mais das dos outros do que das nossas. Isso me entedia e me dá mais ainda raiva da humanidade. Não quero mais ouvir que cada um tem que respeitar o espaço do outro. Não quero mais ouvir isso. É tudo mentira. Ninguem quer isso de verdade. A minha vida é mais importante pra voce do que a sua? É o paradoxo e a contradição entre se lutar por uma individualidade e viver em sociedade. Se não há permissão para adentrar na vida alheia, porque então a gente entra? Por que as pessoas se sentem no direito de invadir a vida do outro, pensar sobre o outro o que bem querer e mais, FALAR sobre e do outro o que bem entender, na maioria das vezes de forma jocosa e inescrupulosa, sem medir as consequencias desastrosas que um pequeno comentário pode trazer? Sou absurdamente julgada e muitas vezes condenada por não estar nem aí pro que fazem ou deixam de fazer das suas vidas, vizinhos, amigos ou desafetos. Sou condenada principalmente porque não suporto a idéia de ter que gastar meu tempo e energia pensando e olhando pra vidas alheias enquanto a minha é bem animada e me requer tanta atenção. Estou escrevendo isso aqui porque alguem que amo muito está sendo vítima de comentarios e falatórios por aí de alguem que até se diz amigo. E no dia-a-dia vejo isso demais. Normal. O seu melhor amigo será com certeza o seu melhor inimigo. Ele saberá todas as suas fraquezas, desejos e quem sabe conhecerá até suas idiossincrasias, jogando pra outros exatamente aquilo que sabe que irá lhe atingir. Aí vem as calunias, a amplificação dos defeitos, alguns até inexistentes, inventados, se aproveitando das escolhas que o outro fez como arma para destrui-lo. E na maioria das vezes é de forma marginal e pelas ' beiradas', nuca há a coragem de ir pro tete-a-tete. Não, não há como conter uma lingua ferina a não ser ignorando-a. É mesmo? Será? Vemos esses comportamentos geralmente da parte de dondocas 'semquefazer', de bons vivants psicóticos e covardes, de gente mal amada, sem vida própria, sem um arsenal de felicidade num alforge, onde os problemas são só pontes para o sucesso. Os difamadores e perseguidores da vida alheia geralmente são fracos, infelizes e sem o menor carisma nem sucesso na manutenção de amizades sinceras. Que tal cada um cuidar da sua vida, hein? Que tal cada um parar de olhar o lixo do vizinho e olhar pro seu proprio lixo, separa-lo e limpar suas proprias estantes e gavetas? Com certeza nem terá tempo pra olhar o lixo do vizinho. Se a vida alheia não me atinge, porque eu preciso estar futucando a vida do outro de tal forma que as energias negativas são trocadas na velocidade da luz? Sim, se me atinge, se me fazem algum mal, é natural uma indignação e a busca por uma resolução do problema de forma direcionada, a uma pessoa. Claro. Mas se não ha? Se o motivo de difamação, falatório é gratuito, apenas por covardia, inveja, ciumes, qual a medida de punição para isso? Se eu não aceito que um vizinho meu é mal-educado e inconveniente, preciso ir la resolver com ele, caso nao tenham instancias que resolvam por mim. Mas daí a interferir em sua vida de forma caluniosa e difamatória, gratuitamente, a unica leviana serei eu. Eu quero que cada um cuide da sua vida, só isso. Se ha a doce permissão de quem se ama para invadir, cuidar, saber, entrar nos cantos e falar a respeito, entao se sinta a vontade. Se não há, me respeite por favor, se respeite, por favor. Irei tambem lhe respeitar. Cuide da sua vida. Cuide da sua vida. Entendeu? Cuide da sua vida!