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22 de dezembro de 2010

Quem, eu?



Barraqueira

Márcia Castro

Não me peça pra ficar no meu canto
E tentar evitar.
Eu bem tento, mas pra sapo engolir
Tenho que muita água tomar.
Não aturo pirraça, trapaça, mentira, traição
Me seguro um instante
Num outro adiante, explode o vulcão
Sem vergonha
Com essa artimanha pra me golpear
Não se acanha
Que trama, armadilha te apanha
Quando a esquina virar
Me expôs e nada propôs antes de atirar pelas costas
Sei que vai fugir quando o bicho pegar
Posso até me fazer de maluca
Posso até acionar abstração
Só que tem uma hora, meu filho
Que parece embolar a questão
Eu começo ficando nervosa
Vou perdendo o controle, então
Deixo o bom senso de lado
Ultrapasso e parto pra ação
Porque eu sou de rodar a baiana
Fazer vexame
E xingar todo mundo de tudo quanto é nome
Passo mal de excesso, mas não passo fome
Eu bem que sou o tipo de mulher barraqueira que apronta
Grito, brigo, bato, passo logo da conta
Porque mágoa só fica pra quem não desconta
Posso até me fazer de maluca
Posso até acionar abstração
Só que tem uma hora, meu filho
Que parece embolar a questão
Eu começo ficando nervosa
Vou perdendo o controle, então
Deixo o bom senso de lado
Ultrapasso e parto pra ação
Porque eu sou de rodar a baiana
Fazer vexame
E xingar todo mundo de tudo quanto é nome
Passo mal de excesso, mas não passo fome..

Eu bem que sou o tipo de mulher barraqueira que apronta
Grito, brigo, bato, passo logo da conta
Porque mágoa só fica pra quem não desconta!


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