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18 de dezembro de 2010

Sessão TPM.

Nunca questione uma TPM de uma mulher, nem diga que é bobagem. Nem a instigue, nem faça comentários hostis. Não é desculpa, ao menos no meu caso, já que sinto as carnes do corpo tremerem e meu cérebro meio que funciona transformando um caroço de feijão numa montanha. Reconheço apenas pelo meu estado físico primeiro, depois pelo meu humor. O corpo incha e fica em tempo de explodir. As mãos tremem, até as pestanas e os cílios tremem. Então, melhor ficar sozinha, isolada (de preferencia amordaçada e numa camisa de força..hehehehe..brincadeirinha..). Até se mexerem com quem eu gosto eu viro uma fera. Mas é uma fera mesmo. E, pra meu espanto, minha criatividade fica  aguçada, entre outras coisas.

Eu precisava comprar uma bolsa nova, que me facilitasse a vida. Na verdade não precisava tanto assim, já que tenho várias bolsas e embora eu insista em usar apenas uma delas, afagando mais ainda o meu jeito básico de ser, quando o assunto é moda e consumismo,  queria uma bolsa cheia de bolsos na frente, do lado, embaixo, enfim. Bolsa pra mim tem que deixar tudo na periferia, pra facilitar meu relacionamento com ela. Odeio ter que ficar futucando na bolsa pra achar alguma coisa. Eu não precisava tanto assim de mais uma, como disse, mas passei em frente a uma loja de bolsas e estava com uma graninha sobrando, lembrei então do desejo e da minha psicopatia por inúmeros bolsos numa bolsa (ainda mais nessa fase). 

Quando ia entrando na loja uma senhora me abordou e já foi dizendo que ali tinham muitas bolsas boas, baratas, que eu a acompanhasse. Saiu mostrando várias. Quando perguntei o valor, ela sorriu e disse que não era funcionária da loja, não. Era a vendedora de água de côco que ficava na porta, mas adorava 'ajudar' na loja. Eu, no auge da minha 'Tepeeme', dei um sorriso amarelo, já que foi apenas aí que olhei pra ela (nem tinha olhado pra ver o jeitão da figura) e cheguei até o balcão, perguntando se não tinha nenhum vendedor que me atendesse, porque eu estava sendo atendida 'pela altruista e prestativa vendedora de água de côco'. Um moço que estava na loja riu (e deve ter se afastado quando viu minha cara, imaginando que eu queria uma bolsa cheia de bolsos, para, por exemplo, carregar uma arma de fogo).

Me vem um senhor, meio gaiato e começou a descer das prateleiras todas as bolsas da loja. Ele brincava muito comigo, dizendo que também não era vendedor da loja não, mas que foi com minha cara e que já se sentia meu amigo. Questionei meio sarcasticamente se a loja não tinha um vendedor, porque até a vendedora de água de côco tava ali vendendo, ué..como assim? O vendedor finalmente aparece e passa por mim de soslaio e diz que eu podia ficar à vontade com aquele senhor ali, que era amigo da loja e ia vender melhor que ele. Achei aquilo assim muito engraçado, embora estivesse de TPM. 

Olhei as bolsas, enquanto brigava com o ex namorado ao celular. É, já era ex, já que em 3 minutos de conversa eu já tinha terminado o namoro de novo. Mandava ele ir pros quintos dos infernos, porque não atendeu meu celular. Já estava arquitetando vinganças com requintes de crueldade prsicológicas no coitado e disse ao quase defunto que estava na TPM e que ele me aguardasse! O pseudo vendedor ficou rindo de mim e dizendo que tudo que é mulher bonita tem o gênio ruim e essa coisa toda de TPM é coisa de mulher feia, que eu relaxasse, o que me fez quase colocar ele dentro de uma bolsa daquelas (em pedacinhos, claro). Eu ainda conseguia rir um pouco, mesmo dizendo a ele que ele não tinha cara nem que entendia muito de mulher. Achei que ele ia cuspir na minha cara quando eu disse isso, mas ajeitei as coisas, dizendo que ele era 'até divertido'..mas tava era doida pra sair de dentro daquela loja com minha bolsa. 

Ele abriu várias bolsas, mostrando detalhes, mas como sou muito prática em tudo que faço, já peguei uma e escolhi, pedindo pra ele enrolar que eu já ia levar. Quando ele enrolou a bolsa, peguei o pacote e fui saindo, dando tchauzinho a ele, à vendedora de água de côco e ao vendedor quase inexistente. Saí mesmo da loja e já andando na calçada quando ele, a moça da água de côco e o vendedor vieram atrás de mim, perguntando sobre o pagamento, claro. Eu ri amareladamente de novo, olhei pra ele, pro vendedor, pra moça da água de côco e disse: '..eu pagaria se fosse atendida pelo vendedor da loja, mas como fui atendida por amigos...'

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