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12 de fevereiro de 2011

Saudade.


Hoje eu acordei sentindo uma enorme saudade e uma falta imensa de uma pessoa que não vejo faz algum tempo. Essa pessoa me traz uma paz enorme, uma segurança, um conforto, uma certeza. Ela é alguém com muitos defeitos, mas também com várias qualidades que prefere que estejam mais dentro de si e que os mais íntimos descubram nos bastidores, do que sejam explicitadas. Ela consegue transformar cinzas em ouro, se precisar renascer, como a tal batida Fênix.

E eu preciso ter essa pessoa de volta. Preciso com urgencia. Preciso vê-la sorrir de novo, acima das circunstâncias, pisar no seu terreno emocional quase sempre sólido, preciso ir com ela lavar a alma, na satisfação apenas do existir, de sentar e tomar uma cerveja gelada com um amigo, ou de rir sobre coisas bobas e filosofar coisas vãs. Eu preciso voltar a conviver com ela. Preciso tê-la de volta com urgencia. Ver sua sensualidade à flor da pele, ser cobiçada sem ao menos notar que o é e perceber que é apenas quando se dá conta que deixa prá trás vários amores bonitos e outros não bons de serem nem lembrados mais.

Eu preciso rever essa pessoa com o brilho nos olhos que sempre teve e ter toda sua áurea brilhante ao redor de si, como sempre teve, desde à sua infância. Nos conhecemos bem, desde à mais tenra idade, em que sua mãe elogiava seu sorriso, seu jeito brincalhão de ser, de leveza com a vida. Sinto imensas saudades dela. Imensas. A perdi de vista não faz muito tempo, mas eu sei que posso tê-la de volta. Ela vem sim, e vai trazer sua praticidade, seu sempre pronto SIM para a situações gostosas, cheias de emoções sinceras. Quero sua lealdade de volta, seu respeito, sua intolerância e até sua antipatia de volta. Seu pronto NÃO pras coisas ruins, pessoas ruins e ao que não faz bem à ela e aos seus.

Ela gosta de dançar, de rir, de sorrir de tudo e na hora da tristeza me mostrava caminhos calmos para seguir. Ela gosta de pouca gente, não gosta de multidões, mas consegue transformar uma pessoa só em uma multidão de pessoas ao seu redor. Ela se basta, se ama, se ajuda. E eu preciso ter de novo sua dança, sua simplicidade, suas idiossincrasias, suas certezas mais elementais. Ela traz consigo sempre um dose de desapego, mas suas expectativas ainda são muitas vezes juvenis e isso lhe dá vigor e vitalidade. Ela é feliz, tem na boca um gosto bom de saúde e de muita fé.

Preciso acordar com ela me chamando pra dormir mais, porque acordar cedo é coisa de gente velha. Preciso tomar com ela os chás da tarde entre filosofias interessantes e pensamentos que vão além do imaginário de qualquer mortal. Preciso voltar a trabalhar com ela, com entusiasmo, cercada de satisfação, em observar a alternância de motivações diárias e que só incitam a viver melhor e melhor e melhor e produzir mais.

Mas ela vai voltar, ela vai. Essa pessoa vai voltar e antes de partir dessa terra hei de vê-la de volta, colhendo comigo flores ou não, resgatando comigo sabores perdidos ou novos, vendo de volta a lealdade, fidelidade, confiança em alguns olhos, nos seus, pureza em mãos e situações mais de paz. Ela vai voltar porque não aguento mais de saudade.

Estou com muita saudade de mim.

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