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7 de junho de 2011

Sagadeumdiademauhumor.

Hoje eu acordei com um péssimo humor. Raramente isso acontece e sei que não é TPM. Preciso conviver em sociedade e nesses dias é quase um parto essa consciência e, claro, colocar isso em prática. Desci na rua próxima aqui procurando uma coisa diferente prá comprar, já que comprar dizem que é bom para alterar seu estado de satisfação pessoal e eu odeio, simplesmente odeio, comprar roupas, enfim, essas coisas normais que toda mulher normal gosta. Isso na hora do almoço. Bem, nem preciso dizer que já briguei com meio mundo hoje, principalmente com aqueles que gosto mais. Claro, tenho que encontrar sacos de pancada nesses dias, e, óbvio, escolho naturalmente aqueles que me conhecem e dizem me amar. Alguns até riem da minha cara ao ver que estou usando a cara deles como saco de pancada. Problema deles.

Sim, mas voltando, entrei numa loja e vi uns vestidos muito baratos. Pedi para experimentar um à mocinha sem graça que estava atendendo, a contragosto, óbvio, já que adoraria que tivessem robôs atendendo nas lojas, ao invés de gente, com boca, olhos, mãos e pés, que eu sei que, na maioria das vezes, nem cérebro tem. Robô ao menos tem os sistemas eletrônicos todos conectados pro meu bel-prazer. Assim como gostaria de trabalhar trancada numa sala e não precisar falar com ninguém. Assim como eu gostaria de não precisar olhar pra cara daquela moça do restaurante que almoço de novo e de novo, me perguntando se 'eu quero beber alguma coisa' (um aparelhinho eletrônico com cardápio, por favor, e um robô que traga o que eu digitar, pode ser?), assim como eu nem queria ter que saber que ainda estou vivendo nesse mundo e vendo um velho rabugento deixando seu cachorrão fazer cocô na minha frente, na calçada limpinha onde eu passo. Nem tampouco saber o que se passa na cabeça de algumas pessoas sobre outras pessoas, aliás, saber sobre nada, nunca.

Sim, mas, voltando, o infamebendito vestido tinha um ziper do lado, debaixo do braço. Bonitinho o danado. De florzinha. Eu ia ficar parecendo uma singela lady com ele. Tomara-que-caia, com bojos nos peitos. Abri o ziper e tentei enfiar o vestido por baixo. Estava de calça jeans e já havia retirado a 3.516 blusas, mais o  casaco, já que essa cidade parece um freezer. Não quis tirar a calça jeans, já que o vestido era tomara-que-caia e dava pra enfiar por baixo. E estava de botas. Que nada. Depois de soltar 6.000 palavrões daqueles que nem torcida de time que ta perdendo solta pro juiz, resolvi enfiar o caramba do vestido por cima.

Enfiei, arrumei, ajeitei e comecei a puxar o ziper que tinha ao lado, conforme citado anteriormente. Puxo uma, duas, tres, quatro, cinco vezes e 'a peste' do ziper nada de subir. Olha, pra quem acorda de mau humor, passar por uma coisa dessa é de matar, né, não? E querem que eu seja uma pessoa equilibrada. Puxei o car.. do ziper 60 vezes e ele não subia. Comecei a achar aquele vestido enviado pelo pé redondo já. Resolvi tirar logo aquele infame cheio de flor e desistir logo com essa idéia de comprar, ainda mais diabo de vestido de florzinha, que nem gosto. Quem disse que o vestido saía?? 

Eu acordei de muito mau humor e sei que nessas horas tem que respirar fundo, contar até 10 e fazer uma oração, mas eu não fiz nada disso. Puxei a por.. do vestido de qualquer jeito que ele saiu rasgando tudo. Rasgou mesmo! Olha, senti um sentimento redundantemente pleonásmico naquele momento, quase orgásmico de.. vingança. Vingança àquela branquela que me atendeu, vingança contra a humanidade, vingança contra as flores, contra os zíperes, contra os trabalhos, contra o frio, contra as mulheres que compram, contra mim mesma, contra aquela velhinha que me deu bom dia hoje no elevador e eu queria dar uma dentadinha no nariz dela, contra tudo!

Entreguei o vestido à sensalzinha da atendente, apenas com um 'obrigada, gostei não, viu?' e me mandei da loja sem olhar pra trás. Escutei apenas um 'Magina, senhora' paulista em eco e pronto. Era como se eu tivesse ganhado uma guerra. Tá, sou péssima. Tá bom, já sei, sou vândala. Ah, sim, sou transgressora dos bons costumes. Sou tudo, inclusive sou agora uma pessoa menos mal humorada. Sinto-lhes informar que esse texto de auto destruirá em alguns minutos, caso eu não o acabe agora. Não quis rasgar o infame do vestido de florzinha, ele rasgou sozinho, ora essa.
Mas o texto eu acabo a hora que eu quiser. 

2 comentários:

Nill Costa disse...

(risos) Muito bom!!! De arrombar demais!!!

Nill Costa disse...

(risos) Muito bom!!! De arrombar demais!!!