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28 de agosto de 2011

I want to stay here. I don't wanna to go back to Bahia.

Feirinha da Paulista-MASP
Incrível a diversidade, incrível a dimensão, incríveis as várias caras que você pode ter e ver na cidade de São Paulo e incrível meu lamento de não poder descrever tudo que vejo por aqui e conheço, já que é impossível relatar tudo. Muita arte, muita cultura, que me deixa a cada dia mais deslumbrada com essa cidade. Gosto muito de ir em feiras, mas aqui nessa cidade, não há como visitar a todas, porque quanto mais você conhece, mais você fica sabendo de uma aqui, outra ali. Várias como a da Liberdade, da Praça da República aos domingos, da Praça Benedito Calixto, aos sábados à tarde, com muita antiguidade, enfim, muitas e muitas coisas.

Mas uma especial e até não tão interessante como as outras em termos de produtos, me chamou a atenção hoje, domingo, um dia belo de sol, quando fui com uma amiga conhecer, que foi uma que acontece em frente ao MASP, na Avenida Paulista. Aquilo ali é uma coisa, de gente interessante, de pessoas despretensiosamente curtindo a linda Avenida Paulista, e, além de tudo, muita arte, espalhada por todos os cantos!

Especialmente me chamou atenção essa menina da foto, tocando um violino, de forma divina. Ela tocava numa inspiração, que emociona. E as pessoas param, ouvem, se deliciam e vão embora, as vezes dando algum dinheiro, as vezes não. Mas elas param, ouvem, todos com muita educação e valorizando a artista ali, se apresentando. São mundos diversos, tanta diversidade, que tenho sempre a sensação de que realmente, isso aqui é um mundo à parte.

Tempurá na feirinha da Praça da República
São Paulo é sensacional, mesmo com tantas dificuldades. Tudo é grande, longe, imenso, gigante, intenso. Não é todo mundo que tem disposição, coragem e espírito para encarar sua grandiosidade e suas dores de cidade grande, e ainda mais da maior cidade do Brasil. 

Os murmurentos sobre os defeitos da cidade de São Paulo (frio, deslocamentos, engarrafamentos, etc) não ficam e colocam a culpa nestas coisas, mas os que se apaixonam e muitas vezes tem a necessidade de ficar aqui, fazem  e precisam fazer disso fichinha quando recebem em troca um infinito de oportunidades, de diversidade cultural, de educação, de crescimento, de respeito ao diferente, de anonimato positivo, respeitando seu crescimento individual, enquanto ser pensante, trabalhador e empreendedor.

Respeito minhas raízes, mas respeito também a cidade de São Paulo, que me acolheu e acolhe a todos, indistintamente, e, devido à sua suntuosidade, não está nem aí pra você. Você que se vire, vista sua roupa de sapo e dê seus pulos prá conseguir ser feliz aqui. Estou apaixonada por Sampa e, quando passar a paixão (se passar), eu digo se o que vai virar é conformismo, ou mais que isso: amor. Mesmo que eu precise ir embora, voltar para o lugar que moro, ou para qualquer outro lugar (porque hoje sei que eu sim, tenho veia nômade), vou me lembrar sempre desse lugar fantástico, que é São Paulo. 

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