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21 de setembro de 2011

Sonhos sem conjugação.

E tudo passou. Ali daquele momento inicial, ao final, foi apenas um piscar de olhos. Um sonho, que não durou apenas uma noite de sono. Daqueles sonhos que se sonham com intensidade, velado por barulhos em uníssono de pessoas conversando, cama tortuosa e pesadelo assustador.


Não foi mais que um sonho. Acorda-se dos sonhos e tudo está no seu devido lugar. Cama, paredes, roupas, corpo. Nada muda. Tudo está ali, como sempre esteve. O tempo pequeno de um sonho não requer mudanças, nem planos, nem alteração de rumos na vida, é apenas um sonho.


O sonho acaba e a vida continua. Acontece que há sonhos que se vivem na realidade e incitam em mudanças sim. E de repente, acorda-se do sonho e tudo está diferente, a começar de você mesmo. Mudam as cores, as pessoas, os prazeres, as tendências, os planos, as posturas, a conduta, os amores. Mas nao deixou de ser sonho. Não, foi um sonho que destruiu conceitos e ao abrir os olhos, tudo estava diferente.


É assim que gosto de encarar as mudanças e as experiências, boas ou ruins. Sonhos que vivo e que depois, ou eu acordo e tudo está ali, no lugar, ou, acordo e tudo está bem diferente. Prefiro a segunda alternativa, embora a primeira não seja de todo ruim. Acordei, levantei, prossegui. Mas há que se saber distinguir os sonhos, para que também se saiba definir, se se quer ou não, mudar.


E tudo passa. Do início, ao fim, do sonho.

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