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4 de setembro de 2011

"Corpo sano, mente sana"..

Tenho uma memória muito boa. Não gosto muito disso. Gostaria de esquecer muitas coisas, mas não esqueço. Na verdade, há coisas, situações as quais eu me lembro minuto a minuto, detalhadamente, como aconteceram. Cada situação, cada momento, seja bom ou ruim. Fico impressionada como algumas pessoas conseguem facilmente esquecer algumas coisas ou, simplesmente, apagar da memoria outras tantas, e, quando se reportam a você, só citam coisas referentes ao momento mais presente.
Me deparo então caindo em armadilhas, como, por exemplo, ser 'acusada' de erros aos quais não cometi em situações recentes, apenas pelo fato de que a outra pessoa que me acusa, não se lembra do quanto me maltratou, fez e aconteceu, em situações passadas, que, mesmo ela tendo esquecido, eu me lembro, e muito bem. Sucessivos episódios, de acontecimentos inéditos em minha vida, que se perfizeram num acúmulo de mágoas, difíceis de esquecer e superar, mesmo essa pessoa sempre voltando, se fazendo de arrependido, aos prantos e eu acatando, acatando, acreditando.
Desta forma, mesmo que esta pessoa insista em continuar uma relação de confiança, tranquila, sem mal-estar, não vai conseguir, a menos que prove, muito bem provado, que ocorreram mudanças de posturas, mentais e comportamentais. É minha memória, sempre estalando e colocando num letreiro luminoso as coisas que aconteceram, todas, uma a uma, me fazendo trabalhar minha complacência e misericórdia o tempo inteiro. Minha memória emocional é intensa. E há pessoas que são egoistas demais para perceber que maltrataram mais que fizeram o bem às pessoas, no caso, a mim.
Sempre fui muito risonha, feliz, de bem com a vida, auto suficiente e segura demais, a ponto de ser confundida com soberba ou presunçosa. Mas não, era apenas a tranquilidade de me saber safa, tranquila, sem muita necessidade de provar coisas a ninguém, ou, atender demandas dos outros, com demonstrações tolas de sentimentos naturais a todos como: ciumes, raiva, desprezo, etc. Até que me deparei com alguém que não se deixa medir por coisas simples como, equilibrio, altruismo e consideração.
Como sou movida pelo verbo, pela retórica, pela comunicação e pelo texto, dizer que essa pessoa me levou a sentir, agir e reagir de acordo com o que ela me contaminou, é fácil demais pra mim, mas acho que nem assim seria entendida. Depois de uma grande e cruel 'penetração' dentro de mim, chego à conclusão de que não seria entendida porque não há comunicação com os que não estão no mesmo nível sensorial que eu estou.
Foram muitas situações, intensas e vis, as quais a pessoa em questão colocou o meu equilibrio em cheque, apenas por cobrar de mim coisas que eu jamais tinha sido cobrada. Manifestações horriveis de ciumes, cobrança de reciprocidade no amor, na atenção, no cotidiano, dilacerando minhas convicções, minando minha auto estima e colocando em cheque meu equilibrio. Dois anos depois, quando essa pessoa consegue tomar e sitiar minhas defesas, tudo se transformou em ''heróis e algozes''. A pessoa é o herói e eu a algoz.
Eu fui, desde o primeiro dia, ao começar a me relacionar com essa pessoa, amedrontada com situações terríveis de cunho social, por cobranças, por aprontes de todas as formas no que diz respeito a duvidas infantis, falta de respeito, ciumes sem o menor sentido, infiltrações no meu mundo de forma sutil, vilipendiando minha rede social, e tantas e tantas coisas, que, eu, a auto-suficiente e feliz, fui sendo minada, me transformando em alguem que jamais imaginaria me transformar.
E aí, entrei, como entro de cabeça em tudo que me proponho a fazer e aceitar, nessa loucura de dar valor a esta pessoa, de forma que, como ela mesmo me 'forçou, sutilmente a fazer que, tudo girasse em torno dela. E lá fui eu. Só que minha memória é muito boa e tudo que eu 'fazia' ou sentia, ou agia, ou reagia, vinha cercada de lembranças muito, mas muito fortes. E a pessoa só se lembra do agora e a sempre vítima é ela. Na minha leitura: Ela é vitima de si mesma. As inúmeras vezes que tentei fugir e fui cercada por suas investidas auto-comiserantes, mesmo depois dos aprontes e sofridos pedidos de perdão, se tornaram cada vez mais 'profissionais'.
Digo sem medo de errar que essa pessoa não tem as faculdades mentais em seu estado normal, já que tudo que eu fui levada a agir e reagir foi sempre levada pelas suas insinuações, e porque não dizer: psicopatias. Pego pesado baseada em muitas coisas e todo um contexto. E muitos ainda parecem gostar dele ou acreditarem em tudo que ele diz, de forma atabalhoada e com ares de loucura, ou simples ingenuidade. Não colocam na balança a historia, e outras coisas mais. Tive arroubos de ciumes que ela me cobrava sempre que tivesse, porque, embora sentisse ciumes, jamais tinha necessidade de reagir a tal sentimento, já que meus instintos orgulhosos sempre falaram mais alto. Tive crises de tristeza e doses terríveis de raiva, bem longe do que faz parte da minha personalidade, incitadas por provocações de toda sorte, impublicáveis. E que a sementinha de todas as coisas partiam dela mesmo!
E há mais coisas nessa história que eu reluto em admitir ou dizer, como, por exemplo, um permanente pisca-alerta ligado, tanto íntimo, como dos amigos, que sempre me cercaram. E hoje eu estou aqui, lamentando, baixando a guarda, ainda me valendo de 'purgantes' mentais, para conseguir aceitar que tudo acabou e eu estou livre. Me incomoda profundamente o fato apenas de que minha memória é muito boa e volta e meia as lembranças ruins me vem à mente, e, ao meu ouvido e aos meus olhos chegam informações de que essa pessoa continua por aí, arregimentando a outras com toda sorte de  investidas, que me causam arrepios. E outras sendo enganadas. Ou talvez, se mereçam mesmo por serem semelhantes, não sei. Isso me exaspera.
Mesmo que eu não goste do fato de que minha memória seja muito boa, também agradeço a Deus que ela seja para mim uma grande arma contra fatos assim, que eu mesma 'consigo' me meter. Há que passar, tornar-se só um livro guardado na estante das recordações. Quem me conhece sabe que não odeio ninguem, não nutro por ninguem arroubos de ira, nem de nada semelhante, mas passei a ter esses sentimentos, após me envolver nessa teia suja de alguem que se veste em pele de cordeiro, mas na verdade é um lobo, que, por sua natureza, age como tal, enganando a muitos, e de outra sorte, desejando mudar (implorava que eu mudasse sua natureza de lobo, pra não dizer outra coisa) e deixar de ser lobo, mas jamais vai conseguir. 
Preciso escrever, soltar, dizer, colocar pra fora, em palavras, em textos, em verbo, tudo que eu sinto. Preciso desgastar, sem me preocupar com quem esteja lendo ou não. Faz parte da minha cura, da minha completude, enquanto mulher, enquanto, pessoa, normal, trabalhadora, feliz, consciente. Sim, as palavras e minha memória vão me ajudar, e Deus, que é juiz, fiel e ajudador, vai colocar sim, tudo no seu lugar. Meus sentimentos, minhas posturas e tudo que sempre me moveu enquanto ser. Eu vou me lembrar de quem eu era, já estou me lembrando, já estou conseguindo. Minha memória é muito boa e, por isso, deixo um texto bíblico que está sendo para mim a base de tudo, nesse momento, que diz: 



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