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31 de outubro de 2011

UNI-verso.

Foto: Dôra Araujo
Quando eu penso na galáxia, no céu, em toda a imensidão secreta e misteriosa do universo, sempre consigo rir de mim mesma, dos meus ódios, dos meus sentimentos, das minhas sensações, de uma reles mortal. É que o palpável, esse modus-humanus que vivemos se torna limitado demais, partindo do pressuposto que já alcançamos a marca de 7 bilhões de pessoas nesse nosso mundo. 


Tá, mundo limitado, sim. Claro que acredito que certamente não vou conhecer esse mundo todo. Tantos países, costumes, gentes, comportamentos, culturas, enfim. Mas é limitado. Quando penso na lua, no sol, na galáxia, no grande aglomerado de bilhões de estrelas e outros objetos astronômicos (nebulosas de vários tipos, aglomerados estelares, etc.), unidos por forças gravitacionais, sinto esse desconforto, mas, também sinto outras sensações.


Sinto, por exemplo, que, embora não admita, muitas vezes, sou extremamente romântica e me sensibilizo sobremaneira, quando o assunto é natureza ou manifestações da mesma em 'torno' de mim. Claro, não sou ativista ambiental, nem me enterneço demais com esses assuntos, a ponto de ir catar latinha no fundo do mar depois do carnaval, mas, os assuntos do céu, da terra, me atraem muito, apenas por me imaginar esta formiguinha, num universo imenso, e que existem sim, pessoas conectadas por alguma força simbiótica misteriosa, outros estão desconectados, são apodrecidos, 'planetas' humanos inférteis, áridos, enfim. 


Funciona assim, na minha mente meio viajante: Não vou conhecer o mundo inteiro, mas minha mente pode sim alcançar espaços sensoriais nesse universo, de forma que ela passa a ser, para mim, o meu centro de energia. E tem funcionado, já que, tenho tido experiências incríveis de intuições acertadas, de percepções de extrema sensibilidade, de sintonia mental, que tem me deixado cada vez mais impressionada. Será que é porque realmente penso tanto no universo e ele, assim, conspira mesmo a meu favor?


Não, não falo de sensibilidade com relação aos mistérios de ocultismo, esoterismo (ou exoterismos), ou de meditação para o alcance de desejos e adivinhações mirabolantes. Não é, senão eu estaria já rica, viajando o mundo inteiro como desejo, mas, falo com relação à grande sensação de intensidade que acontece dentro de si mesmo, quando você se sente parte desse cosmo, mesmo sendo tão pequeno. E eu não medito. Eu não sou praticante de nenhuma religião, muito pelo contrário. Mas, aprendi a aceitar meu corpo, meus anseios, meus ódios, minhas alegrias, minhas dúvidas, como parte de um movimento. É uma sensação de pertencimento.


Acabo me tornando mais conivente comigo mesma. Esqueço um pouco os livros de auto-ajuda, me cobro menos e jogo mais comigo mesma, dando as cartas como a várias pessoas de vez, envolvidas numa mesma partida. Fico mais macomunada comigo mesma, mais conluiada com meus desejos, sejam eles bons ou ruins. Consigo me equilibrar, então, invejando o sol, a lua, a própria terra, na sua translação, na sua volta em torno do sol. Preciso me amalgamar com essa natureza, até que eu vire pó, porque absorvo e internalizo a idéia de que tudo, absolutamente tudo se transforma, e/ou, acaba.


Tenho fé sim, em Deus. É quem 'manipula' isso tudo, embora isso seja pano para outras longas mangas. Mas, eu faço parte dessa história toda e é como se eu as vezes me visse ultrapassando as barreiras, como a velocidade da luz e do som, cruzando o céu como aquela estrela que 'cai'. Em se tratando de amores, sempre que ouço uma das compisções mais bonitas dessa leva dos anos 80 "Pequena Eva", tenho a forte sensação de que preciso mesmo amar assim, chegando ao cúmulo de me ver flutuando entres estrelas, com a tal criatura amada, longe, em sintonia com esse universo que, na verdade, sou eu, meu coração, minha mente, ainda. O mistério continua lá, mas dentro de mim sobram viagens extra-sensoriais, que, a cada dia, desejo e quero estar mais e mais, conectada.


Numa viagem astral, voando, de braços abertos, como num Plunct Plact Zum, respeitando a gravidade, as sensações, na leveza da mente. Isso me dá uma paz imensa, embora tenha meus pés no chão. O correto seria eu afirmar que cada um deve pensar em si como essa parte misteriosa do cosmo, assim, quando se encontrassem, seriam mais seguros de si, sentindo-se parte da grande e poderosa explicação do que seja a VIDA.



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'Meu amor, olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta, adeus,
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem meu amor no final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será...
Minha pequena Eva
O nosso amor na última astronave
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto
Me abraça pelo espaço de um instante
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver...
Meu amor, olha só hoje o sol não apareceu
É o fim da aventura humana na Terra
Meu planeta adeus,
Fugiremos nós dois na arca de Noé
Olha bem meu amor no final da odisséia terrestre
Eu sou Adão e você será...
Minha pequena Eva 
O nosso amor na última astronave 
Além do infinito eu vou voar
Sozinho com você
E voando bem alto
Me abraça pelo espaço de um intante
Me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver...
E pelo espaço de um instante
Afinal não há nada mais que o céu azul...
Sobre o Rio, Beirute ou Madagascar
Toda a Terra reduzida a nada, a nada mais
E minha vida é um flash
de controles, botões anti-atômicos
Mas olha,olha bem meu amor,
é o final da odisséia terrestre
Sou Adão e você será
Minha pequena Eva 
O nosso amor na última astronave 
além do infinito eu vou voar
sozinho com você
E voando bem alto 
Me abraça pelo espaço de um instante 
me cobre com teu corpo e me dá
a força pra viver
Minha pequena Eva 
O nosso amor na ultima astronave 
alem do infinito eu vou voar
sozinho com você...'

(Rádio Taxi)

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