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21 de novembro de 2011

Repetição.

Aí você imagina que alguém mudou, que alguém cresceu, dá uma chance, duas chances, até três chances, mas, que nada! A pessoa volta e faz tudo de novo o que, na verdade, jamais teve a intenção de mudar ou alterar no curso da sua vida, em pontos que ela mesma se sentia desconfortável e queria mudar. Aí quando se afasta, você percebe que seu caminho é bem diferente do desse alguém e que esse alguém é que perdeu todas as chances de conhecer um mundo enorme de chances legais de amadurecimento e de momentos gostosos.

Aí você olha de longe e vê que a pessoa está lá, olhando você, bem de longe, salivando por você, por uma reaproximação, se mostrando sofrendo e definhando, insistindo em querer esta reaproximação, se utilizando às vezes de inverdades, só para ver se lhe reconquista, se tem de você ao menos um cumprimento casual. E nada. Se diz desolado, quando na verdade está vivendo o curso normal da sua vida, mas com um espinho na carne, a falta de você, que se torna esse espinho..que fere, maltrata, até entre os sorrisos que ela tenta dar.

O que foi prometido, nos momentos em que as promessas eram feitas, será cumprido, então. Do seu lado, a promessa de afastamento total, caso a banda não tocasse no tom certo. Do lado da pessoa, a promessa de que iria padecer de sofrimento 'por amor' pro resto da vida. Creia! Aí a pessoa sai atirando pra todos os lados, arfando, se cortando, pulverizando mentiras, de forma que lhe atraia de novo. Aí você fica sabendo ou vê que nada mudou. Nada mudou.

Aí a pessoa insiste, não consegue mais sua confiança e volta à vida que vivia antes, mas agora com uma coisa bem diferente: a falta que sente de você. E você, segue em frente também com uma coisa bem diferente: o alívio pela distância dessa pessoa. São dois mundos que sempre foram separados por abismos. Por pessoas, coisas, gostos, diferenças, sentimentos, dentro desta fenda, deste buraco do tal abismo, que jamais permitirão que sejam unidos novamente. 

Aí de novo você vê a pessoa se debatendo, primeiro forçando uma aproximação, inventando mentiras, depois você vai ver e nada daquilo é verdade. Fato. Claro. Provocação detectada. A mentira se vira contra o mentiroso que usa a  verdade que lhe incomoda para lhe provocar. Aí vira um tiro no pé da pessoa, porque a verdade continua ali, que um dia foi disfarçada de mentira, para lhe atrair. Aí você sente mais alívio ainda, em saber que a distância é a mais dura vingança, porque você sim, lida com a verdade e, saber-se feliz, sem essa pessoa por perto, só lhe faz bem melhor.

Aí você vê que de nada adiantam as provocações, já que a pessoa é uma infeliz, pobre de espírito, que faz sempre escolhas mal feitas e paga um preço caríssimo por isso. Que se torna político, aprendeu com você certas estratégias para conseguir afeto e, se debatendo entre a idiotia e a apatia, tenta ser apreciado, desejado e cobiçado como você, mas jamais, jamais conseguirá. Serão risos forçados, com os finais sempre na mais pura nostalgia e você em seus pensamentos.

Aí, nessa repetição,  você começa a sentir desprezo. Aí quando ouve falar na tal criatura a indolência se torna a melodia e a letargia a letra da música. Aí a sensação é de alívio e o desejo é de nunca mais nem ouvir falar. Aí ela morre em sua existência e até o seu fantasma nem lhe assusta. Aí aquelas mentiras que continuam sendo verdades, se tornam o caminho para ela. Aí acaba qualquer chance de qualquer outra coisa. Aí você esquece. Aí, você quem cresce, e jamais repete.

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