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25 de dezembro de 2011

Roubo.

Não, não sei mais de nada. Passado, presente e futuro, tudo se mistura na minha cabeça, que agora gira à toda velocidade. Eu não sei mais o que seja ter o domínio de nada. Talvez nunca tenha sabido. Talvez não tenha tido nenhum propósito mesmo eu  ter vindo aqui a esse mundo cão. Não sei mais de nada mesmo. Me sinto feliz pelas minhas poucas ambições e talvez pela minha resignação mesmo, que se tornou um defeito imenso nesse momento.

Não sei mais o que pensar, nem o que falar, nem o que desejar, nem mesmo o que lamentar. Acho que chegou sim, algum momento de deixar as armas no chão, respirar e ficar ali, inerte e absorta, deixando que tudo se torne mais claro em minha cabeça. Todo lixo da vida foi exposto e eu reconheço o que precisa ser reciclado. Minha independência me exaspera e eu não sei mais como a consegui, nem porque ela me é tão preciosa. Corto o cordão umbilical da esperança, sentindo meu pulsos ainda quererem muita vida, toda a vida do mundo.

Das perdas e dos danos eu só enxergo o movimento da vida. Mas, que vida? A vida que é mais que preciosa. E isso para alguns é simploriedade e resignação. Ser resignado é ser defeituoso, é ser errado. Uma resignação de aceitar que se pode ser feliz com esse movimento de ter hoje, perder amanhã, ganhar, perder, ganhar, perder. De querer antes saúde e alegrias cotidianas, que não são, em absoluto, condicionados por dinheiro nem outros ingredientes materiais, que são só para trazerem conforto.

Não sei mais o que pensar, perdi o pensamento, a noção, o domínio. Perdi. E não sei mais de nada.

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