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15 de março de 2012

Brainwashing.

Algumas pessoas chegam a um momento na vida de constatação de que não há nada mais chato que tentar mudar o pensamento alheio. Eu disse, algumas pessoas. Uma dessas sou eu. Falam, falam, falam, gritam, esperneiam, epileticamente até me insultam, colocam coisas em mim que absolutamente não existem, nem nunca existiram, nem nunca vão existir, e eu fico ali, parada, ouvindo, olhando, repensando e, embasbacadamente em paz. Paz sim. Se estou dentro da 'acusação', apenas por não dar a mínima pro que os outros vão pensar e viver a MINHA vida como quero viver, sem me intrometer na vida alheia, apenas estando bem comigo mesma..paciência.

É que eu não preciso mais prestar contas de nada a ninguém, a não ser à minha própria consciência e a Deus (é, eu tenho fé e um relacionamento com Deus, sim). Vou e volto e vejo inveja, despeito, ódio, ira, e vários outros sentimentos ruins sendo destilados por tanta gente por aí (que pregam tanto AMOR e até cristianismo), a mim inclusive, que, se for dar importância a isso, ou ao que vem camuflado nesse 'amor', vou acabar entrando num estado deplorável de desapontamento com a vida e com as pessoas. E chega desse discurso sofrido de mártir.

Não me defendo mais, não quero mais dar explicações, não quero mais fazer apologia a absolutamente nada, nem sobre meu conhecimento disso ou daquilo. Mesmo. Se costumo agir de modo estranho, fora dos padrões, se minhas escolhas chocam, desestruturam, ameaçam, sinto muito. Não me defenderei e estaticamente e de forma inerte, prefiro que se debatam entre seus paradigmas, dogmas, certezas. Que na sua imaginação teça horizontes infinitos de coisas que nem existem. Só não me pergunte se procede, se é assim ou se é assado, porque eu não vou responder nem me 'defender'. E se existem, engula ou fale sozinho.

Me reservo ao direito de estar em paz, feliz ou não, lançando mão da minha fé, do amor que escolho, dos amigos que escolhi e que me escolheram, da família que a vida me trouxe e alguns que foram canais de simbiose natural entre o que sou e o que quero ser. E, com estes, não preciso (ou não quero precisar) mais de escudos, de armaduras cruéis, pérfidas. Sou, serei, indelével. A liberdade que encontrei dentro de mim me permite hoje não mais querer, aos trancos e barrancos ficar justificando minhas ações, sejam elas quais forem. Quero só respeitar as pessoas nos seus espaços, construir historia e ser participante de algumas, fazendo alguma diferença aqui  e ali nesse mundo rápido e cão.

Dito isto, me reservo ao direito de também apenas desconstruir em mim histórias interiores, entendendo o que seja amar a quem me odeia, fuçar coisas boas dentro de mim e, quem sabe, finalmente conseguir só viver um dia após o outro dentro do que transcendentalmente ocuparão meus espaços. É bem simples. Sem sofismar, nem defesas.   Quem sabe até, por ser hermeticamente fechado, incomode tanto. Imaginam uma coisa e é outra ou não sabem da 'missa a metade' do que se passa dentro de mim ou nos meus quartos fechados, e julgam? O pouco que 'abro' dá o direito de viajar em cima do que realmente vivo..será? Ledo engano. Imaginam, mas NADA sabem.


Não sou boa de todo. Não, claro e óbvio que não. Também rejeito pessoas e as corto do meu bem querer, mas, entendo que seja até melhor para elas, já que serão poupadas do MEU julgamento e, quem sabe, condenação. E assim vamos viver em paz. Eu vou viver em paz e a paz que você quer que haja, existirá. Cada um na sua, cada qual no seu cada qual. Cada um respeitando o espaço do outro. O clichê gritando alto e batendo como eco nos cérebros lavados! Incomodo? Esqueça, esqueça que lhe incomodo e vá fazer o que lhe dá também prazer. Desvia seu olhar do que lhe incomoda e vai correr atrás do que lhe satisfaz, vai. É fácil, todo mundo consegue, quando quer.

No mais, a felicidade é uma caixinha fechada e você quem tem que abrir e estar dentro dela primeiro, não o outro. Eu estou lá dentro e não me interessa o que você faz ou deixa de fazer para estar também. Só sei de mim e dos que me permitem saber de si. Permissão de compartilhamento de felicidade, de entrar dentro da caixinha juntos, poucos tem. Nem vou me defender ou me justificar como é que eu consigo estar dentro da caixinha e você não. Não mais. Se defenda você, agora, só você.

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