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13 de maio de 2012

InGerirGente.

Lidar com gente é muito difícil. Na especialidade de Gestão de Pessoas, aprendemos a estabelecer certos parâmetros nesse lidar. Desde ao aprendizado no campo da Sinestesia, à simples intuição, tudo tem que ser permeado de muita cautela e sensibilidade. Tenho trabalhado isso agora, num trabalho árduo de gerir muita gente.

Gente preta, branca, baixa, alta, feia, bonita, feliz, triste, sofrida, soberba, até aquelas que jamais demonstram o que realmente sentem ou são. Imprescindível, então, SE trabalhar primeiro, para depois falar, agir, sugestionar. Até um olhar diferente, num ambiente onde centenas de pessoas entram e saem, trabalham, colocam suas expectativas financeiras e, de certa forma, emocionais, causa desconforto, ou conforto.

Nada é mais importante do que a sensibilidade nessa hora. São muitas cabeças, mundos diferentes, expectativas que batem de frente com as MINHAS idiossincrasias, imagens da vida, das pessoas. Tenho que ser imparcial, sempre, mesmo lidando com pessoas altamente necessitadas de atenção, que, visivelmente trazem de casa inúmeros problemas e porque não dizer, psicopatias.

Quanto a alguns outros gestores, tendem a ser carrascos sempre. Não, não há o humano quando o assunto é dinheiro. Máquina é dinheiro e gente vira dinheiro também. Problemas ficam lá fora, doenças, males normais do cotidiano então, nem se fala. E não adianta choramingar no pé do caboclo do capitalismo. Ele não se importa com você. Trata a todos igualmente e cobra seus centavos de um resto de humanidade que lhe sobra, talvez.

Na minha mais pura observação, digo, honestamente, que prefiro ainda ser um tanto humana em lidar com muita gente. Logo eu que odeio gente fui colocada para trabalhar com muita, mas muita gente, sendo levada a atribuir a cada um o que merece, a partir do que dá. Um vem e é sincero, trabalha sem precedentes, com muita honestidade, sem falcatruas, nem dissimulações. Estes são os que às vezes mais tem necessidade de continuar a ser cobrado como máquina. 

Outro é cínico, dissimulado, enrola o gestor a todo momento (ou tenta embromar), vivendo sempre numa corda bamba. E leva tempo para que você identifique que ali tem uma pessoa sem escrúpulo ou qualquer outro brio. Confunde os seres, o bom é igualado ao ruim e o ruim pode ser o bom. Passa do que pode ser uma boa gestão ao que chamo de gestão de risco. O choro falso é acreditado, até que se prove ao contrário em fatos mostrados por catracas, folhas de ponto e sistemas.

É a máquina contra o homem. É a máquina a favor do homem também. Ela também mostra quem é honesto, comprometido, talvez porque não haveria como provar quem é quem apenas com o olhar. Reúno minha aguçada sensibilidade agora à maquina e a dados que me fazem medir essa gente. Medir gente pelo que um olhar apenas não diz. Aprendo, então, a me policiar, olhando para mim mesma. Não sou máquina e não quero ser medida por ela. Sou gente.

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