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31 de janeiro de 2013

ProsELITISTAS.

Proselitismo. Sem essa. Parei totalmente de tentar convencer ninguém a nada. Meus incômodos resolvo até onde posso resolver. Se estou incomodada demais, me mudo. Sem proselitismos, gente que se acha diferente de todo mundo. O mundo não é diferente de você porque você gosta ou não de determinada roupa, usa determinado tipo de cabelo, tem a pele de tal cor, de tal jeito, está nessa fé ou em qualquer outra. Nada. Ledo engano o seu. O mundo VAI ser diferente se você baixar sua bola e descer desse pedestalzinho imbecil e intolerante.

É tudo a mesma porcaria. Eu, você, ele, ela. Sua música não é melhor que aquela, apesar da música ouvida por você ser boa. E a dele ser 'ruim'. Cale sua boca e preste mais atenção à sua música, à sua fé, mas não julgue aquela música que eu ouço com o intuito disfarçado de, numa empáfia e numa soberba deliberada, mostrar que você sabe mais ouvir uma boa música que qualquer um no mundo ou tem uma fé (de modinha) maior que a minha ou que qualquer outro.

Ora, nada mais que prosELITISMO. Se quer tentar convencer e catequizar alguém, seja mais sorrateiro. Solte um sorriso, ouça o outro, saia ou entre de fininho, mas não suba num monte e grite aos quatro cantos que você é o poço da verdade universal. Quanta idiotice o proselitismo carrega, além da já conhecida insanidade religiosa. Quanto desperdício de tempo e energia. Em pensar que, quanto à musica e ao seu grau policrônico em mim, já esnobei quem gostasse de alguns tipos de música que existem por aí. Sim, chulos, sem dedicação e dentro de um movimento que até hoje meus tímpanos e meus 'valores' se contraem. 

Mas, chega a um ponto da vida da gente que a gente cansa de bater de frente e recua um pouco, deixando aos incautos navegantes da vida essa função de tentar mudar o que ainda está meio torto, limitando-se apenas a proteger a SUA zona de conforto. E estar sentado numa poltrona, em casa, assistindo a isso, não tem preço. É a vingança da maturidade e da experiência: ver os intransigentes se debatendo, tentando dizer ao berros que é melhor que o outro.

Vá ser proselitista, vá ser intransigente. Você tem todo direito. Meus direitos são os de, no meu espaço, sem agredir ao outro, sem prejudicar ao outro, sem incomodar ao outro, estar, ser, fazer, ouvir o que eu quiser. O seu também.



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