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5 de setembro de 2013

Vixe, a cerveja acabou.

.. 'tem, mas acabou' vai estar escrito na lapide de salvador quando ela morrer. Se é que já não morreu e esqueceram na UTI. (Via Twitter)

@Iuri_Barreto (autor da frase) em conversa sobre esse texto de Malu Fontes: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/malu-fontes-o-que-e-que-a-bahia-nao-tem

Sim, Salvador pode não ser a capital dos molengas, nem a Bahia ser tachada de sede dos preguiçosos, mas, que em comparação com outros lugares por aí, a cultura da preguiça é mais forte, ah, isso é. Que o baiano não tem bom atendimento, não se esforça e nem conhece o que seja um atendimento de qualidade, um trabalho bem feito e um serviço que comece e termine de forma perfeita, ah, isso tem. Sou baiana e lamento muito por isso. Não generalizando, claro, mas, já é cultural mesmo. Não somos bem atendidos em restaurantes, somos 'armengueiros', mal educados e procrastinadores em outros tipos de serviços. Fico estarrecida com isso. Passei a observar melhor e, quando percebo um atendimento melhor, logo consigo encontrar a razão: o dono não é daqui (ou já viajou bastante e sabe o que seja ser bem atendido). Falo isso com muito lamento. O Nordestino é trabalhador, sim, e muito, mas, não sei o que acontece, que num coletivo, acontece essa letargia, procrastinação e, muitas vezes, falta de boa vontade em começar um serviço e acabar, buscando a perfeição. Conheço bares aqui que, se acabar a cerveja você fica sem, e ainda é avisado que a cerveja acabou. Em outros lugares, precisamos dizer não aos garçons, que, de 10 em 10 minutos passam com bandejas de chopp. Normal, isso. Aqui, parece que você mendiga ser bem atendido e o que você está PAGANDO.
O mais engraçado é que ouço isso da maioria, mas quando alguém se levanta e fala, na mídia ou em outro lugar, todo mundo se ofende. O Rogério Flausino foi infeliz na piadinha, talvez porque generalizou, mas, que não temos a cultura da qualidade total, não temos mesmo.

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