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5 de abril de 2014

Adebayor.


Eu te vejo voltando pra casa trazendo nos braços as flores colhidas
A tua volta, ao teu redor, o que te envolvem são montanhas azuis e cinzeiros redondos
Elefantes invisíveis amarrados na tua mão, na tua mão, na tua mão
Vou fazer uma casa no ar sem levar nada do chão

Vou cobrir a nossa cama como fosse um firmamento
Você sabe o que é um firmamento meu amor?
O que é, é muito pequeno diante do que pode vir a ser
A raiz pode crescer por dentro do cano alucinada, enlouquecida, desesperada
Vou fazer a nossa casa no ar sem levar nada do chão

Com janelas girantes
E paredes manchadas da casca
Um portão de silêncio
Ou maior, ou maior

Eles querem até a poeira da nossa cabeça a nossa história, o nosso sonho e o que chamam de futuro
Mas eu sei que a felicidade é conselheira da sorte. hoje eu sei, hoje eu sei
Quero ver mais um gol vagalume de adebayor, adebayor, adebayor
Corre lobo pra dentro da mata tua paz é teu suor

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