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23 de abril de 2014

Má vontade.

Muito difícil encontrar gente com poder de decisão, proativas, com iniciativa. As duas palavras: tentar e aprender estão fora do vocabulário e do dicionario de algumas pessoas. Inúteis, sem ação nem reação. Levam a vida e as coisas ao seu redor sem nenhum vigor e no momento em que são incitadas a aprender mais um pouco, se refastelam na sua mediocridade e implodem. Ali empoeiram suas idéias e só perdem, perdem e perdem. Movida sempre por muita curiosidade, não me acomodo apenas ao que sou incitada a fazer no dia a dia, principalmente quando se trata de trabalho.

Lidar com gente sem iniciativa é como dar socos no ar. É como caminhar sem destino e andar sempre cansado. É melhor fazer, é melhor ir no seu lugar, ir lá e tentar fazer, ir lá e aprender algo mais, que talvez aquela criatura tenha sido adestrada a fazer e faz todos os esforços para não fazer. E aí é uma bola de neve. Ela fica cada vez mais medíocre, cada vez menor, porque os que poderiam dela solicitar coisas, não o fazem mais, já que o que vão encontrar é uma porta fechada ou um estado de torpor constante.

Uma pergunta que me faço todos os dias é como é que essas pessoas sobrevivem nesse mundo cão. Você tem a obrigação de aprender sempre mais. É obrigado a ser mais e mais para alcançar ao menos um melhor salário. E elas se acomodam a uma malemolência indigesta, desagradável, onde todos os sentidos parecem que só são usados para dizer não. Eu desejo, na minha mais pura sinceridade que as pessoas que hoje atravancam meu caminho com essa má vontade aprendam e aprender é um pouco sofrer.

Digo que aprender é um pouco sofrer porque nem sempre o que você faz ou precisa aprender é o que necessariamente você gosta de fazer. Há sofrimento em estudar, em caminhar mais um pouco com o outro, ao ser solicitado a ensinar algo ou a fazer algo que precise ainda aprender ou buscar junto ao outro o que não domina. E essas pessoas só vão até onde seu dedo aponta e eu odeio isso.

Desejo sim que elas sofram o pão que o Diabo amassou, já que eu sofro, por conta da minha curiosidade e não conformismo com o que posso saber limitadamente. Cansa ter que contar no dia a dia com gente assim, desprovida de boa vontade. Que os anjos do bem me protejam e me deem força para continuar e ter paciência e que os outros anjos, aqueles outros, deem a essas pessoas umas doses de sofrimento maiores do que as minhas. 

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