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1 de junho de 2010

Tudo que vai..

Bom se desfazer de tudo quando o passado é realmente passado. Hoje levei um ultimo objeto que estava em casa, do ultimo relacionamento que tive. Isso dá uma sensação de alívio, de recomeço, de renovação. O passado, enfim e então, ficou já mais pra tras do que já estava. Não há nada mais, nem por dentro, nem por fora.

Quando o passado não é realmente passado, e as lembranças insistem em voltar e voce até quer que elas voltem, é como um quadro velho que tenho em minha parede, de fotos bem antigas da minha familia, especialmente que tem a minha mãe em várias delas. Essas fotos me remetem a uma lembrança que não quero que fiquem apenas no pretérito. Quero e insisto que voltem. Estão ali na minha sala, passo sempre por elas. Além de estar dentro, está também fora, todo o querer ter, lembrar, sentir.


Me renovar, retirando das estantes mentais, dos lugares subjetivos toda uma recordação de algo que não tem mais porque lembrar, é de uma significancia incrivel pra mim. Quando me pego passando já por aquele objeto (levado hoje) e sequer notando sua presença, é porque ele estar ali ,ou não, não faz a menor diferença mais. Diferente daquele tempo que era cuidado, limpado, em que as lembranças são latentes, a saudade ainda dói e a chama e o ardor das recordações ainda insistem em trazer de volta o dono do objeto.

Não dói mais, não siginifica mais nada. A volubilidade disso é que me faz ser um tanto crucificada pelos que ainda acreditam, de certa forma, no apego eterno. Eu acredito no desapego até me provem ao contrário, que só nos apegamos mesmo aos que são encravados em nosso ser e coração de forma pungente, como filhos, por exemplo e raras pessoas não consaguineas. O amor que sinto por algumas pessoas tem que ser dentro de uma consciencia sim de desapego (já escrevi sobre isso aqui, por isso esses links), para que nelas não seja necessario depositar minhas expectativas e felicidade. O que vier depois, junto ao meu amor, é lucro. Se precisar amanhã haver um corte, sei que a dor é bem menor. É. Dói, mas não tanto quando vejo por aí as pessoas sofrendo descabeladamente por perdas, que as vezes nem são tão perdas assim.

Eu levei o ultimo objeto hoje, mas já fazia parte do passado, cruelmente falando, toda uma historia. E eu quero que fique lá, até as lembranças me permitirem até rir de coisas que foram engraçadas, lembrar de coisas boas, e das ruins tirar lições. No mais, tudo hoje está mais no campo do esquecimento e substituição a outras coisas bem mais interessantes, estimulantes e calmas, e isso é muito bom. Quanto ao quadro na minha sala, limpo sempre..e ele vai ficar sempre lá.

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